Imagem ilustrativa da imagem Presas colocam fogo em colchões
| Foto: Gina Mardones
Fogo foi debelado pelo Corpo de Bombeiros e nenhuma detenta conseguiu fugir



Presas do 3º Distrito Policial de Londrina, no Jardim Bandeirantes, na zona oeste da cidade, queimaram colchões depois de terem as celas revistadas por integrantes da Seção de Operações Especiais (SOE), na tarde desta terça-feira (23). Nenhuma detenta conseguiu fugir. Apesar do incêndio no interior do DP, ninguém se feriu. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 18 horas.
"A situação está totalmente controlada. Alguns colchões foram incendiados, mas ninguém, policiais ou presas, se feriu. O distrito abriga atualmente 56 mulheres, mas a capacidade da carceragem é para 36 pessoas", informou o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, no início da noite desta terça. Segundo ele, nenhuma presa seria transferida do distrito.
De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil, na revista realizada pelo SOE, foram apreendidos sete celulares e alguns carregadores. O grupo deixou a carceragem logo depois. A revista pode ter motivado o motim, porém a informação não foi confirmada por Santos Neto. O dano no interior das celas não foi divulgado. A Polícia Civil vai apurar os fatos.
Após as presas iniciarem a queima dos colchões, por volta das 17 horas, os integrantes do SOE retornaram à unidade. As detentas foram encaminhadas ao pátio do 3º DP, que é a única unidade destinada a abrigar presas em Londrina. O local é administrado de forma compartilhada entre a Polícia Civil e o Departamento de Execução Penal (Depen). De acordo com o Corpo de Bombeiros, não houve feridos.
Moradores do bairro acompanharam a movimentação dos policiais. Segundo eles, o medo faz parte da rotina. "Moro no Jardim Bandeirantes há 41 anos e já presenciei diversos tumultos nesta delegacia. O medo faz parte do nosso dia a dia, já virou rotina a agitação aí dentro", comentou a dona de casa Maria Rosseto. Mães demonstraram preocupação com os filhos que saíam da Escola Estadual Kazuco Ohara, localizada nos fundos do 3° DP. "As crianças estudam ao lado da delegacia. Tenho uma neta de 12 anos matriculada nesta escola e o pânico é grande quando acontece uma rebelião. Aguardamos ansiosos os alunos", disse Maria Souza do Rosário.
Há duas semanas, 38 presos do 5º Distrito Policial de Londrina foram transferidos para a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Uma ala da PEL, que teve a estrutura comprometida após a rebelião ocorrida em outubro do ano passado, foi reformada para abrigar os detentos. Com a transferência, a carceragem do 5º DP foi esvaziada. A intenção do Depen é transferir, posteriormente, presos do 4º DP para as penitenciárias de Londrina. No entanto, não há unidades no município destinadas exclusivamente às mulheres.

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