Belo Horizonte - A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, nesta segunda-feira, diligências na cidade mineira de Teófilo Otoni e no Guarujá, no litoral paulista, para apreender bens e documentos de integrantes de uma organização criminosa especializada em fraudar vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os membros da quadrilha negociavam vagas nas faculdades a um custo que variava de R$ 70 mil a R$ 200 mil. A ação é resultado da Operação Hemostase 2, em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais que, no neste domingo, prendeu 33 pessoas suspeitas de fraudar o vestibular de medicina na faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, localizada em Belo Horizonte.
Os dois suspeitos de liderar a quadrilha são os mineiros Áureo Moura Ferreira, que mora em Teófilo Otoni, na região do Vale do Mucuri, e Carlos Roberto Leite Lobo, empresário que reside no Guarujá. Ambos foram presos na capital mineira, no domingo, data do exame na faculdade de Ciências Médicas. Eles acompanhavam os trabalhos dos demais suspeitos de integrar a quadrilha como um policial civil, lotado em Governador Valadares, no leste de Minas, que estava em um dos carros da quadrilha.
O policial civil dava suporte a dois médicos residentes, que também foram presos, apontados por serem responsáveis por fazer as provas e entregar o gabarito para que as respostas fossem repassadas, por meio de aparelhos de comunicação, aos candidatos. Ao todo foram presos 11 membros da organização além de 22 candidatos que seriam beneficiados pela fraude.

mockup