Maringá - Doze pessoas foram presas ontem em Maringá sob acusação de pertencerem a uma das maiores e mais violentas quadrilhas que abastecia há pelo menos dois anos diversos traficantes da região Noroeste do Estado. Batizada de ''Operação Medelin'', a ação foi desencadeada pelo Núcleo de Repressão ao Tráfico de Drogas (NRTD) do Paraná em parceria com a 9 Subdivisão Policial de Maringá.
Além das prisões, foram cumpridos também 19 mandados de busca e apreensão. Pelo menos mais 30 pessoas foram encaminhadas para a delegacia para informar o que faziam nos imóveis suspeitos no momento da abordagem policial. Durante a operação foram apreendidas 40 pedras de crack, uma pequena porção de maconha, 21 telefones celulares, uma balança de precisão, diversos equipamentos eletroeletrônicos e R$ 170,00 em dinheiro. Também foi apreendidos pelos policiais uma arma falsa, munição, um carro e uma motocicleta.
Segundo o NRTD, os líderes da organização criminosa seriam Leni Ferreira Guido, 38 anos, conhecida como ''Bolinha'', e Gerson Aparecido de Melo, 21. A filha de Leni, Nayara Angelina Ferreira Guido, 19 anos, também ajudaria a mãe no negócio. Uma terceira mulher, Joslaine Cruz de Liz, 22, seria o braço direito de Leni. As outras sete pessoas detidas seriam responsáveis pela distribuição da droga para traficantes de Maringá e região e algumas delas também teriam ligação com os três homicídios registrados na semana passada em Maringá e com outras mortes anteriores.
Conforme o delegado do NRTD, Cristiano Henrique Quintas dos Santos, a quadrilha adquiria cocaína e crack na fronteira com o Mato Grosso e maconha em Guaíra. Em Maringá, os carregamentos eram ''pulverizados'' entre vários traficantes menores. ''Era uma quadrilha perigosa que tinha envolvimento em vários homicídios e roubos registrados na cidade'', citou o delegado. De acordo com ele, as investigação vinham sendo feitas há cerca de quatro meses mas ganhou corpo na semana quando foi preso um membro da quadrilha com 40 gramas de cocaína.
De acordo com Santos, todos os envolvidos já tinham passagens pela Polícia. Desta vez, os presos deverão ser acusados de tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma e munição, receptação e ainda corrupção de menores, porque a Polícia apreendeu cinco adolescentes que seriam obrigadas a se prostituirem.

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