A preocupação com o colesterol deveria começar na fase adulta, com o primeiro exame por volta dos 20 anos, repetido a cada cinco anos, se não há histórico familiar da doença. Mas, hoje, com número cada vez maior de crianças obesas, hipertensas e sedentárias, o cuidado deve começar mais cedo. ‘‘Se houver o histórico familiar, esse indivíduo deverá ser avaliado na infância’’, alerta a cardiologista Divina Seila Marques.
  O endocrinologista pediátrico Claudinei da Costa, de Londrina, confirma o aumento de casos de crianças com colesterol alterado. Principalmente associados à má alimentação, rica em gordura e carboidratos, e obesidade. ‘‘A doença que era considerada de idoso hoje já aparece em crianças com três, quatro, cinco anos de idade’’, aponta.
  Ele explica que o fator genético pode se manifestar ou não dependendo do ambiente. ‘‘Em famílias em que as pessoas têm colesterol alterado, a tendência da criança é maior. Mas se ela tiver bons hábitos, dificilmente vai desenvolver a doença’’, ressalta. Os bons hábitos incluem prática de atividade física, alimentação saudável e prevenção da obesidade.
  Pesquisas apontam que é na infância que as placas de gordura nas artérias começam a se formar e o resultado disso poderá ser um infarto antes dos 40 anos de idade. (C.P.)

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