Roma, 21 (AE) - Com o primeiro encontro internacional de Prêmios Nobel da Paz, Roma festejou hoje (21) seus 2.752 anos, o último aniversário deste milênio. O evento, organizado pela prefeitura romana juntamente com a Fundação Gorbachev, havia sido programado havia um ano, quando ninguém imaginava que a guerra nos Bálcãs pudesse estourar.
Além de Mikhail Gorbachev (Nobel de 1990), participaram da comemoração o ex-presidente sul-africano Frederik De Klerk (1993), Rigoberta Menchú (1992), Shimon Peres (1994), David Trimble (1998), Joseph Rotblat (1995) e Betty Williams (1976).
Amanhã serão todos recebidos pelo papa João Paulo II e em seguida divulgarão um documento em favor da paz na região balcânica.
Falando sobre a guerra, Gorbachev considerou os ataques da Otan como "loucos e irresponsáveis". Ao mesmo tempo, porém, fez um apelo para que o presidente Slobodan Milosevic ajude a interromper "o derramamento de sangue".
A comemoração de hoje prepara a cidade para o seu verdadeiro grande evento, o jubileu do ano 2000, que será inaugurado pelo papa no fim do ano. É em vista dele que tudo está sendo programado nos últimos meses. Roma espera para 2000 a visita de 30 milhões de turistas e peregrinos.
Na verdade Roma já entrou no terceiro milênio. Passaram-se quase 3 mil anos desde sua fundação quando, segundo a lenda, Romolo e seu irmão, Remo, decidiram construí-la. As obras para a festa do jubileu estão causando grande transtorno. Tapumes, buracos, britadeiras e caminhões em quase todo o centro histórico transformam o tráfego já caótico de Roma numa espécie de barreira intransponível. Estão sendo gastos cerca de US$ 2 bilhões de dólares em trabalhos de limpeza e restauração de monumentos e edifícios.

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