Curitiba - Os prejuízos causados pelas fortes chuvas que atingiram o Estado devem ultrapassar R$ 1 bilhão, conforme estimativa divulgada ontem, durante reunião da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná, realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Até ontem, conforme o órgão, os danos chegavam a mais de R$ 600 milhões.
Algumas localidades ainda não conseguiram repassar informações para a Defesa Civil e, por isso, existe a expectativa de que o prejuízo seja ainda maior. O nível dos rios não baixou e gera preocupação. É o caso de União da Vitória (Sul), onde o prefeito Pedro Ivo Ilkiv decretou estado de calamidade pública na noite de terça-feira.
A cidade teve 52.616 moradores afetados, sendo que 12.152 estão desalojados e 396 desabrigados. O município também registrou uma morte relacionada a enchente. A Defesa Civil confirmou que o corpo de um rapaz foi encontrado na noite de terça-feira. Ele teria tentado atravessar uma rua alagada, pisou em um bueiro e acabou sendo levado pela correnteza. O nome e idade do jovem ainda não foram divulgados.
A 11ª morte causada pelas fortes chuvas ocorreu em Guarapuava (Centro). O corpo de um rapaz foi encontrado próximo a uma das estações de esgoto da cidade, segundo a Defesa Civil. Esta é a terceira morte registrada no município.
O último boletim sobre os estragos apontou que 564.974 pessoas foram afetadas pelos temporais em todo o Paraná. Deste total, 27.328 seguem desalojados e 4.193 desabrigados. Também foram divulgados que 117 pessoas ficaram feridas e duas seguem desaparecidas. Conforme os números, 8.637 residências também foram danificadas.
Conforme a Defesa Civil, as cidades que tiveram a situação de emergência decretada têm 10 dias a partir do desastre para levantar todos os prejuízos. Por isso, reforçou o órgão, somente a partir da próxima segunda é que o Estado terá dados reais e concretos para pedir aporte à União para a reconstrução dos municípios. "As ações não param e vão continuar principalmente na parte do Sul do Estado, onde estão os municípios mais afetados. Em muitos locais os danos ainda estão em curso. É importante que as doações continuem", disse o capitão Eduardo Gomes Pinheiro, da Defesa Civil Estadual.
A Defesa Civil de Palotina (Oeste) resgatou na terça-feira uma homem que ficou dois dias agarrado a uma árvore para escapar da cheia do Rio Piquiri. Josias Camilo da Graça, de 52 anos, relatou aos agentes que percebeu a situação de emergência ao acordar e imediatamente construiu um abrigo na árvore.

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