Londrina - A Defesa Civil e a Prefeitura de Londrina estimam que os prejuízos causados pelo temporal do dia 22 devem ficar entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões. O secretário de Defesa Social, Rubens Guimarães, destacou que a estimativa é baseada nos relatórios repassados por cada secretaria envolvida na reconstrução e limpeza da cidade. Ele explicou que esses valores estão relacionados às despesas para remoção das cerca de 200 árvores caídas, horas extras de funcionários, queda de postes, destruição de telhados, reparação de danos ao patrimônio e aos equipamentos públicos, entre outros itens. A estimativa dos bombeiros é que mais de 200 casas tenham sido destelhadas pelo vendaval e 120 mil pessoas tenham ficado sem energia elétrica.
Guimarães destacou que ainda não recebeu o relatório da Secretaria de Saúde, que vai contabilizar os prejuízos resultantes da perda de vacinas em mais de 20 das 60 Unidades Básicas de Saúde. "Mas o valor não ficará muito distante disso. A tendência é que o prejuízo fique mais próximo de R$ 3 milhões do que de R$ 5 milhões", ressaltou.
Segundo ele, boa parte do prejuízo ficou com a Copel, que teve de enfrentar quedas de torres de transmissão, rupturas de cabos da rede de distribuição e mobilização de equipes de outras cidades.
Guimarães observou que para que a prefeitura decretasse estado de emergência deveria registrar um prejuízo superior a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do município, o que equivaleria a R$ 720 milhões. No dia 15 de outubro de 2011 a cidade registrou um temporal que resultou em prejuízos de R$ 23 milhões para recuperar pontes, colapso de vias e destruição do asfalto, segundo informações da administração municipal na época.
O secretário destacou que para cobrir o rombo de R$ 3 milhões, cada secretaria deverá realizar ações para economizar recursos.
Ele ressaltou que o trabalho da Guarda Municipal nesta etapa será de coordenar e supervisionar os serviços das várias secretarias para o restabelecimento da normalidade. "A Secretaria de Assistência Social tem prestado socorro às pessoas desalojadas. Vale ressaltar que elas estão desalojadas e não desabrigadas, já que muitos que tiveram suas casas destelhadas recorreram a familiares e a vizinhos para conseguir abrigo."
O Provopar tem arrecadado colchões, cobertores, roupas e alimentos para ajudar os desabrigados. O telefone da entidade é (43) 3324-2397. Para quem ainda está desalojado e precisa de abrigo o telefone da Defesa Social é 153 ou 199.

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