O isolamento do Porto de Paranaguá, que paralisou a movimentação de embarque e desembarque de mercadorias, pode ter provocado prejuízos para operadoras portuárias e armadores avaliados em R$ 1 milhão. Somente a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) deixou de arrecadar em taxas e tarifas entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, segundo avaliação do superintendente do porto, Osires Stenghel Guimarães. ''O maior prejuízo podemos dizer que é na imagem do porto que fica abalada em todo o mundo'', afirmou.
O diretor empresarial do porto, Lourenço Fregonese, estima que entre 70 mil e 100 mil toneladas de produtos deixaram de ser movimentadas ontem. A operação no cais ficou completamente parada à tarde.
Segundo Fregonese, o Porto de Paranaguá vinha se destacando em produtividade e na qualidade dos serviços. Um acidente como esse, ''abala profundamente a imagem'', destacou, seguindo o mesmo discurso de Guimarães.
Quando a Marinha determinou a evacuação do porto e o desligamento dos equipamentos, por volta das 13 horas, havia 11 navios parados e outros 33 esperando ao largo para atracar. Fregonese não admitiu que a paralisação dos navios vai resultar na cobrança da ''demourage'', multa diária paga pelos importadores e exportadores pelo período que os navios ficam parados.
Nesta época do ano, o porto movimenta uma grande variedade de produtos como fertilizantes, madeiras, contêineres, materiais inflamáveis, açúcar, milho e farelo de soja. O fato tranquilizador é que o movimento de caminhões foi reduzido para cerca de 1 mil carretas por dia, ao contrário do período de safra de graes. (Colaborou Carmem Murara)

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