São Paulo, 29 (AE) - A desvalorização cambial aumentou o prejuízo da Basf S.A de R$ 12 milhões no primeiro trimestre de 98 para R$ 92 milhões nos primeiros 3 meses deste ano. Na mesma base de comparação, a receita operacional líquida cresceu 39,4%, para R$ 375 milhões. Excluída a incorporação dos negócios de poliestireno do Grupo Basf à Basf S.A, realizada em janeiro, o crescimento foi de 28%.
O vice-presidente de administração e finanças da multinacional, Michel Mertens, explica a disparidade dos resultados: "Metade de nossa matéria prima é importada e 80% tem preço atrelado ao dólar". Segundo ele, é impossível repassar toda a alta de custo. "Nosso aumento médio de preço no trimestre ficou em 4,3%", diz.
Apesar de atrapalhar os resultados da Basf, a alta do dólar trouxe um fator positivo: o aumento das exportações de U$ 27 milhões no primeiro trimestre 1998 para U$ 32 milhões em igual período de 99. Segundo Mertens, além da mudança no câmbio, também prejudica os negócios da empresa a pesada carga tributária. "Vamos desembolsar este ano R$ 14 milhões só com recolhimento da CPMF", reclama.
A Basf S.A inclui os negócios de corantes, pigmentos, dispersões, tintas e vernizes, defensivos agrícolas, especialidades químicas, vitaminas, química fina e poliestireno do Grupo Basf. O grupo atua também, com outras empresas, na área farmacêutica e na de borrachas sintéticas. No total, a receita líquída ficou em US$ 252 milhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado fica 21% abaixo do registrado no mesmo período do ano. Em reais, porém, as vendas superam em 23% o volume do primeiro trimestre de 1998.
No ano passado, o faturamento do grupo ficou em US$ 1,4 bilhão. "Ainda não temos previsões para os resultados deste ano", diz o presidente da multinacional no Brasil, Rolf-Dieter Acker.
Investimentos - Entre 1999 e 2005, o Grupo Basf vai investir no País US$ 400 milhões na modernização de novas fábricas. A maior parte da quantia será desembolsada na produção de matérias-primas para tintas, a cargo das unidades de Guaratinguetá e São Bernardo do Campo.
A Basf mundial está preparando para ano 2000 o lançamento de ações na bolsa de Nova York como forma de possibilitar futuras fusões e aquisições. "Esses negócios dependem de troca de ações", explica Acker.

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