Prejuízo com contrabando chega a R$ 115 bilhões
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quinta-feira, 03 de março de 2016
Cristina Indio do Brasil<br>Agência Brasil 
O contrabando causou um prejuízo de R$ 115 bilhões no ano passado, o que representa um volume 15% maior do que em 2014. O cálculo inclui os empregos extintos e a perda de competitividade. Os números são da Associação de Combate ao Mercado Ilegal (ACMI) que, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Contrabando, fez ontem manifestações em Brasília, Rio, São Paulo, Foz do Iguaçu e Porto Alegre, cobrando ações imediatas do governo federal para impedir a entrada de produtos contrabandeados.
o diretor da ACMI, Roberto Lima defendeu o reforço nas fronteiras e a redução dos impostos de produtos que mais sofrem ação de contrabando, para torná-los mais baratos, e menos atrativos para este tipo de crime. "Dentro da minha ótica, a medida mais importante é o trabalho efetivo nas fronteiras, de modo a diminuir a entrada desses produtos no Brasil. Outra medida é a existência de uma política tributária sensata para as empresas que atuam no mercado legal brasileiro. O governo tem a falsa impressão de que, se aumentar o tributo, ele aumenta a arrecadação, quando isso não ocorre, na verdade. Ele aumenta o tributo e diminui a arredação, porque fomenta a entrada do contrabando", disse.
Para ele, caso ocorresse uma redução de impostos, os efeitos seriam sentidos em curto prazo. "Se fosse feito um projeto para diminuir a tributação, para que os produtos tivessem preços menores e mais acessíveis, certamente o volume de venda e de arrecadação aumentaria, porque as empresas contribuem com isso. Com a ilegalidade não se arrecada nada", afirmou.
O diretor informou que o contrabando de cigarro está no alto da lista de produtos que entraram ilegalmente no Brasil em 2015. Também estão na lista eletrodomésticos, artigos de vestuário, óculos, itens de informática, relógios, medicamentos e brinquedos para bebês, o que pode trazer problemas de saúde para as crianças, por conter produtos químicos. "Dos R$ 115 bilhões, R$ 702 milhões do prejuízo são provenientes dos cigarros. Entram pelo Mato Grosso do Sul e são fabricados no Paraguai", revelou.


