Prejuízo causados por urubus vão motivar processos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de setembro de 2003
Felipe Werneck<br> Agência Estado 
Rio - Assessores jurídicos das companhias aéreas do País decidiram ontem, em reunião no Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), processar as autoridades municipais e estaduais que permitirem o funcionamento de lixões em áreas próximas de aeroportos. O argumento das empresas é uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 1995, que proíbe a implantação de atividades atrativas de aves no raio de 20 km em torno dos aeroportos.
O coordenador da comissão de segurança de vôo do Snea, Ronaldo Jenkins, disse que prefeituras e governos estaduais serão acionados judicialmente, caso fique comprovado que eventuais prejuízos a aeronaves tenham sido causados por urubus que vivem nas imediações de aeroportos. As empresas também se queixam do risco representado à segurança de vôo. De acordo com o Snea, foram oficialmente registradas no País 341 colisões de aves e aviões no ano passado.


