Prefeituras, hospital e comércio afastam gestantes
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Londrina - A enfermeira Lidiane Godoy Hecko, 29 anos, grávida de 4 meses, teve uma rotina diferente hoje. Em vez de sair para trabalhar permaneceu o dia todo em casa, evitando aglomerações e o contato com pessoas que possam estar infectadas com a gripe A (H1N1). A rotina, que deve permanecer nos próximos dias, faz parte do afastamento temporário determinado pelo Hospital Evangélico de Londrina (HEL), onde a enfermeira trabalha no ambulatório de feridas. Vejo como uma medida prudente do hospital já que as informações tem afirmado que as grávidas têm quatro vezes mais chances de ficarem doentes pelo vírus e consequentemente acabarem tendo várias complicações, disse.
A medida adotada pelo hospital é válida para outras 27 colaboradoras grávidas de diversos setores.
Todas as gestantes do município também foram afastadas do trabalho por meio do decreto 629 assinado pelo prefeito Barbosa Neto, que está dispensando as servidoras gestantes enquanto permanecer o risco da epidemia. A assessoria de imprensa da prefeitura não soube informar o número de gestantes afastadas.
A servidora Ana Priscila Cristiano, 31, grávida de oito meses, disse estar se sentindo mais tranquila em casa. Ela trabalha na Secretaria Municipal da Mulher e permanece todo expediente no atendimento ao público. Eu estava bastante preocupada porque lido com muitas pessoas e por estar grávida temia pelo fato de estar o tempo todo falando com muitas pes-soas, comentou.
A prefeitura de Arapongas também já anunciou a mesma medida e desde ontem mantém todas as servidoras gestantes afastadas. Em Ibiporã, alguns comerciantes estão dispensando as funcionárias por conta própria. O proprietário da loja Parolar, Nagib Issa, conta com sete funcionários. Três grávidas foram dispensadas. Achei melhor mantê-las em casa porque essa questão da gripe A é algo novo e achei arriscado deixá-las atendendo o público durante esse período, comentou.
Na última quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para o fato de que bebês com menos de 1 ano e grávidas que receberam o remédio contra a gripe A devem ser acompanhados por seus médicos nas primeiras 48 horas após a primeira dose e também depois para a avaliação de possíveis efeitos adversos. Segundo a agência, no Brasil, pelo menos 107 gestantes tiveram a doença e se recuperaram, mas não há ainda dados sobre quantas receberam a droga.


