Prefeituras estão preocupadas com transporte escolar
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A menos de um mês para o início do ano letivo, é geral a preocupação de prefeitos paranaenses acerca do transporte dos alunos da rede estadual de Educação. Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Moacyr Elias Fadel Junior (PMDB), muitos prefeitos estão inclinados a não realizar o transporte se não forem atendidas algumas reivindicações em relação aos repasses estaduais para o serviço. No entanto, há uma expectativa otimista em relação aos recentes anúncios feitos pelo novo secretário estadual da Educação, Flávio Arns.
Os prefeitos pedem que o Estado arque com 50% dos gastos com custeio do transporte escolar, o que corresponde a um total de cerca de R$ 50 milhões. O valor seria quase totalmente contemplado com o complemento, anunciado na semana passada, de R$ 42 milhões ao orçamento solicitado pelo governador Beto Richa (PSDB). Arns reconheceu que as prefeituras arcam com boa parte do custo do transporte, inclusive pagando parte do que é responsabilidade do Estado.
De acordo com o prefeito de Quedas do Iguaçu, Edson Hoffmann Prado (PP), o seu município recebeu do Estado, em 2010, o correspondente a 6% do custeio do transporte escolar. ''A defasagem da verba existe em todos os municípios. A média fica entre 6% e 10% do valor total para o transporte. O nosso município precisa de um repasse R$ 1,6 milhão maior (ao ano)'', declarou.
Tibagi, segundo maior município do Estado em extensão territorial, investe perto de R$ 180 mil por mês com ônibus terceirizados, além dos gastos com a frota própria (R$ 50 mil/mês). Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o repasse do Estado ao município está abaixo de 12%.
Por outro lado, o prefeito de Santa Cecília do Pavão, Edimar Aparecido Pereira dos Santos (PTB), relembra que o governo anterior entregou novos ônibus.
De acordo com Fadel, ainda não houve uma reunião oficial entre a AMP e o novo governador, o que deve acontecer antes do começo do ano letivo. Ele também se diz otimista, mas ressalta que em todo início de governo é preciso ter ''muita paciência e serenidade''. A entidade reivindica também a entrega de 800 ônibus novos para os municípios.


