Representantes de prefeituras de cidades da América Latina expressaram, ontem, no encerramento da Reunião Regional dos Prefeitos da América Latina e Caribe, que acontece no Rio, preocupação com às modificações trazidas pela nova ordem econômica mundial a partir da globalização, principalmente com relação aos níveis de emprego e renda das populações urbanas. Para eles, o fenômeno pode colocar em risco iniciativas já adotadas pelo poder público municipal na região visando o desenvolvimento sustentável.
Essa preocupação está expressa no documento final do encontro, encerrado ontem no Hotel Glória, no Rio. O evento contou com a participação de cerca de 150 representantes de 60 cidades latino-americanas, que discutiram os rumos da Agenda Hábitat - metas sobre habitação estabelecidas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Assentamento Humanos (Hábitat II), no ano passado na Turquia.
A declaração elaborada ao final do evento será enviada aos prefeitos das capitais brasileiras e associações de municípios do continente. O documento com 11 itens aborda desde o fortalecimento da autonomia municipal a questões ambientais. No item 7, as prefeituras defendem uma ‘‘maior ênfase na preservação e/ou recuperação do meio ambiente local, orientando as decisões de administração urbana de forma que se assegure a implementação dos acordos e compromissos assumidos pelos governos locais durantes as conferências Rio-92 e Istambul-96’’.

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