A Fundação de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Maringá estima que 14.755 famílias vivem no município com uma renda per capita de meio salário mínimo. Para a presidente da Fundação, Telma Maranho Gomes, o número é significativo e exige projetos para ‘‘enfrentamento da pobreza’’.
Telma Gomes acredita que os índices do Mapa da Fome em Maringá (ver quadro acima) se devem à queda de condição social de trabalhadores que nos últimos anos perderam o emprego e não conseguiram mais voltar ao mercado.
Segundo Telma, a Fundação está concluindo um levantamento para tentar diagnosticar a quantidade de famílias indigentes atendidas por entidades e organismos não-governamentais. ‘‘Ao mesmo tempo estamos implementando projetos que envolvem geração de renda para enfrentar a pobreza’’, disse a presidente.
A secretaria municipal de Ação Social de Cascavel, Vânia Maria de Souza, afirma que está sendo desenvolvido um programa de desfavelamento no município, que prevê a construção de 500 casas populares destinadas às famílias que moram em fundos de vales e que são as de menor renda do município.
Vânia de Souza acredita que as pessoas mais carentes necessitam de um programa de capacitação para o trabalho. Para ela, o problema dos indigentes em Cascavel se agrava por se tratar-se de uma cidade considerada pólo regional. ‘‘As pessoas deixam as cidades menores sonhando alcançar uma vida melhor aqui’’, afirma.
Em Foz do Iguaçu, cerca de 100 famílias carentes participam de um programa de capacitação profissional e assistência alimentar que tentam amenizar o problema da miséria na cidade. O projeto da prefeitura oferece curso para formação de empregadas domésticas e garçons e destina cesta básica mensal aos inscritos. O benefício é oferecido em forma de rodízio.
A prefeitura de Foz não tem um diagnóstico sobre o crescimento de indigentes no município. (Colaboraram Gilmar Agassi, de Cascavel; Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu e Marta Medeiros, de Maringá)

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