Prefeituras buscam alternativas
Edmundo Lopes, chefe de gabinete da Prefeitura de São Jerônimo da Serra, reconhece que o problema da falta de calçadas é grande em algumas regiões da área urbana do município. Ele diz que a administração municipal pretende resolver a questão com duas ações principais.
A primeira é um projeto, que está sendo elaborado e deve ser fechado dentro de 40 dias, em que a prefeitura vai fazer calçadas e as obras serão cobradas dos proprietários de imóveis com o lançamento dos valores no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). "Mas seria com um prazo diferenciado para a população ter mais condições para pagar", explica. Segundo Lopes, esse prazo dilatado seria necessário porque a renda média dos habitantes de São Jerônimo da Serra é baixa. A segunda ação seria a participação do município nas próximas fases do programa Calçadas do Paraná.
Em 2010, Diamante do Sul, município de 3,5 mil habitantes no Oeste do Paraná, aparecia como a cidade paranaense com menos calçadas na área urbana: apenas 1,6% das casas tinham essa estrutura, segundo o IBGE. O prefeito Darci Tirelli (PSB) alega que a situação mudou muito desde então: quase R$ 400 mil, recursos dos governos do Paraná e Federal, foram gastos em asfalto e calçamento, e outros R$ 230 mil do Estado serão investidos nesse tipo de obra. Além disso, o município espera ser contemplado na segunda fase do Calçadas do Paraná.
"O índice de Diamante do Sul era baixo porque havia poucas ruas asfaltadas", justifica Tirelli. Ele aponta que a maior parte da população não teria como fazer as calçadas por conta própria. "O IDH do município é um dos mais baixos do Paraná. As famílias teriam dificuldade (para fazer as calçadas) e ainda faltaria padrão", diz o prefeito.
Em Doutor Ulysses (Região Metropolitana de Curitiba), onde em 2010 apenas 2,2% das casas urbanas tinham calçada, segundo pior índice do Paraná, a prefeitura afirma que a situação continua precária.
Segundo Antônio Schumacher, secretário municipal de Obras, a esperança é a liberação de uma verba do Governo do Estado para fazer calçadas três quilômetros nos bairros e outra parte (ainda não definida) na região central. A cidade não foi contemplada na primeira fase do Calçadas do Paraná. Schumacher também diz que a população local não tem como custear essas obras. "É o município mais pobre do Estado. A prefeitura tem que fazer tudo", justifica. (F.G.)





