Prefeituras alegam falta de verbas
Todos os representantes dos municípios ouvidos pela reportagem reclamam da falta de recursos para realizar as obras desejadas para melhorar as transposições da linha férrea. O superintendente de segurança, trânsito e planejamento do Idepplan (Instituto de desenvolvimento, pesquisa e planejamento de Apucarana), Carlos Mendes, relata que o plano de mobilidade urbana do município prevê a construção de oito transposições. "Fizemos o plano, mas são obras caras. Encaminhamos para o Ministério das Cidades essa solicitação de recursos, pois com recursos próprios é quase impossível realizá-las." Sobre a implantação de sinalização ele destacou que houve reunião com representante da Rumo Logística e o município se colocou à disposição para a elaboração de parcerias.
O engenheiro civil do departamento de Obras de Arapongas, Ricardo Koike, destacou que há um antigo projeto de construção de trincheira, que não avançou por falta de recursos. Sobre a implantação de cancelas, ele destacou que esse assunto está sendo discutido com representantes da Rumos Logística.
Sobre a sinalização, o diretor de Trânsito da Sestran, de Arapongas, João Carlos Schelen, ressaltou que ela voltará a ser implantada ao longo de toda a ferrovia. Segundo ele, em 2018 a prioridade será o reforço da sinalização em todos os cruzamentos com a linha férrea.
Em Rolândia, o secretário de infraestrutura, Wanderley Massuci, destacou que será construída uma trincheira no cruzamento da ferrovia com a avenida Airton Rodrigues Alves. "O canteiro de obras já está montado", afirma, informando que o custo da obra será de R$ 8,5 mihões que, se somadas às desapropriações necessárias, devem totalizar R$ 11 milhões em investimento. "A empresa tem dois anos para executar, mas queremos que ela conclua a obra até dezembro de 2018 e irá proporcionar um alívio no trânsito da cidade", apontou.
Massuci aponta que há uma outra passagem prevista para ser construída nas proximidades do mercado Cidade Canção, porém não há previsão para a obra ser realizada a curto prazo por falta de recursos. Ele também aponta que o pátio de manobras da Rumo Logística irá mudar do Centro para uma área entre Cambé e Rolândia. "Essa mudança está em licitação e deve ser executada no início deste ano. Sobre as cancelas e a sinalização, o secretário admitiu que hoje não há sinalização alguma a não ser a buzina do trem. "Com certeza isso gera riscos", afirmou.
O diretor de trânsito de Cambé, Fausto Yoshinori Anami, afirmou que Cambé foi pioneira na implantação de trincheira tão logo a América Latina Logística assumiu. "O município construiu sua trincheira há dez anos e essa foi uma de uma série de intervenções realizadas na época", ressaltou. Segundo ele, os cruzamentos ficam na faixa de domínio da Rumo Logística e há um checklist do que se pode fazer nessas áreas e o que precisa ser aprovado por eles.
Ele disse que o plano de mobilidade do município possui mais duas propostas de transposição das linhas férreas, uma na região da avenida da Esperança e outra nas proximidades da rua Francisco Delgado Sanchez, mas que no momento não há recursos.(V.O.)





