Prefeitura tenta evitar fechamento de PS
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
Londrina - Depois dos hospitais filantrópicos anunciarem o iminente fechamento dos Prontos-Socorros (PS) e UTIs pediátricas pela falta de repasse de incentivos aos plantonistas e atraso nos pagamentos dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) desde julho, o prefeito Barbosa Neto fez um apelo para que os prestadores não deixem as atividades. Segundo a assessoria da prefeitura, ainda ontem uma verba do Fundo Municipal de Saúde, no valor de R$ 3,5 milhões, seria transferida para o pagamento de parte das dívidas com os hospitais.
Anteontem, em coletiva de imprensa, o secretário de Gestão Pública, Marco Cito, já havia dito também que, nos primeiros dias de novembro, o município pagará R$ 10 milhões, referente ao repasse do SUS. Na mesma ocasião, ele afirmou ainda categoricamente que nenhum pagamento dos incentivos seria realizado, por se tratar de um contrato ilegal, usando recurso indevido.
O diretor do Conselho Regional de Medicina e vice-presidente da Associação Médica de Londrina, Álvaro Luiz de Oliveira, comentou que o repasse desses valores, em nada muda a possibilidade de abandono dos prestadores. A verba de R$ 3,5 milhões nada mais é que o repasse do restante do mês de julho; não tem relação alguma com o pagamento dos plantonistas, que não vão receber nenhum real desse dinheiro. Ou seja, mesmo com esse repasse (atrasado) dos atendimentos, a situação continua a mesma: se os especialistas deixarem as escalas de plantão, não há como ter atendimento de urgência e emergência.
Cerca de 200 especialistas acusam a falta de repasse dos incentivos, há quase quatro meses, e atraso do pagamento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs). Dezenas de médicos já comunicaram o CRM e AML que podem deixar as atividades. Eles recebem do SUS R$ 5,50 por atendimento e os incentivos somam R$ 160,00 (de sobreaviso) mais R$ 60,00 pela consulta.
Hoje pela manhã, os dirigentes dos hospitais têm reunião com o prefeito. Se não houver nenhum acordo, cerca de 200 profissionais podem deixar de trabalhar no próximo domingo.


