Prefeitura tenta antecipar instalação de ILS
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Londrina - A Prefeitura de Londrina recebeu comunicado da Aeronáutica adiando em quatro anos o prazo para instalação do ILS, aparelho que auxilia aeronaves em pousos e decolagens. O documento do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) descreve que a operação do sistema está prevista para 2019. O custo estimado é de R$ 15 milhões. A Prefeitura tenta reverter a decisão.
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) se reuniu na manhã de ontem com o diretor de Operações da Infraero, João Márcio Jordão, para discutir esta questão e as obras de ampliação da pista do Aeroporto José Richa, localizado na zona leste. "A reunião foi para encurtar esse prazo. Instituímos um grupo de trabalho e organizamos nosso cronograma de ação, tanto pela parte da Infraero quanto pela parte da Prefeitura, para que o prazo seja encurtado pelo menos em dois anos", explicou Kireeff.
"O cronograma apresentado pela Aeronáutica é linear. Perguntamos se existe a possibilidade de realizarmos obras simultâneas, para diminuir o prazo estabelecido, e eles falaram que não haveria problema. A Aeronáutica já admitiu que tem dinheiro para a compra do aparelho", disse o presidente da Companhia de Desenvolvimento (Idel) de Londrina, Bruno Veronesi.
Porém, muitas tarefas precisam ser cumpridas nesse ínterim pela Prefeitura. Cerca de 200 mil metros quadrados de área ainda não foram desapropriados, no projeto descritos como face norte do aeroporto, terrenos localizados no Jardim Albatroz, zona leste. A área vai abrigar o novo terminal de passageiros, que pode dobrar de capacidade, saltando para 2 milhões de passageiros/ano. Entretanto, a proposta esbarra na falta de verba.
A Prefeitura tem apenas uma parte da verba necessária para as desapropriações. "Conseguimos economizar com os primeiros lotes e hoje temos R$ 11 milhões para gastar com desapropriações. O restante está sendo negociado com o Estado e União", afirmou Kireeff.
"Se a Prefeitura conseguir desapropriar um único terreno, conseguiremos concluir o projeto para construção do novo terminal de passageiros e a taxi way. O restante das desapropriações poderia ser feito com mais calma", afirmou o diretor da Infraero, João Jordão. "Se a Avenida Salgado Filho for desafetada, conseguiremos construir o novo muro do aeroporto. Com isso poderíamos ganhar em 50% as decolagens sem teto requerido", observou.
Atualmente, as aeronaves não podem decolar em condições climáticas adversas porque a área de manobra é estreita. Ano passado, Londrina registrou 94 cancelamentos de voos por problemas meteorológicos, cerca de 7,5 mil passageiros foram prejudicados.
A desafetação da Salgado Filho não deve ser feita este ano. "Temos que concluir a demolição de alguns imóveis. A Justiça ainda deu prazo de 60 dias para algumas famílias e uma escola precisa concluir o ano letivo", lamentou Veronesi. (Colaborou Danilo Marconi)


