Prefeitura tem 46 dias para inaugurar UPA
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Prefeitura de Londrina tem 46 dias reabrir dois processos licitatórios e comprar a maior parte dos equipamentos para colocar em funcionamento a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará (zona oeste). O prazo foi estabelecido pelo Ministério da Saúde. Se a unidade não funcionar até 1º de abril, o município terá que devolver a maior parte dos R$ 2,6 milhões investidos na construção pela União.
A UPA, descrita como um mini-hospital, foi oficialmente inaugurada em junho pelo então prefeito Barbosa Neto (PDT), durante o período pré-eleitoral. A unidade não tinha móveis ou equipamentos instalados nem profissionais contratados para trabalharem no pronto atendimento 24 horas. Dias depois, o pedetista foi cassado pela Câmara Municipal.
O prédio da UPA está abandonado. A FOLHA percorreu ontem o espaço e não viu um vigilante ou guarda municipal zelando pelo patrimônio público.
A prefeitura deveria ter colocado a unidade em operação em dezembro. Em virtude do momento conturbado pelo que passou a administração municipal no final do ano passado, o Ministério da Saúde concedeu novo prazo, que vence em 31 de março.
No entanto, os dois editais para aquisição dos equipamentos estão suspensos desde dezembro. O Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL) apontou problemas nos preços fixados nos editais, muito superiores aos valores apurados pela entidade no mercado. Alguns produtos médicos tinham variações de 597%. Somados, os pregões chegavam a R$ 401,1 mil.
A Secretaria Municipal de Gestão Pública está reanalisando os editais. "Solicitamos cotações para duas empresas, estamos no processo de levantamento de preços. Era impossível fazer (a licitação) do jeito que estava", explicou o secretário Rogério Dias. Ele garantiu que os processos serão reabertos nos próximo dias. "Está sendo tratado com caráter de urgência."
A Secretaria de Saúde concluiu a contratação de 178 funcionários para a UPA. Atualmente, o grupo está dividido nas unidades básicas de saúde do município. Um novo pedido de prorrogação de prazo não é discutido internamente. "Não pretendemos fazer qualquer tipo de pedido de prorrogação junto ao ministério. O prefeito determinou que o prazo atual seja seguido à risca", disse o secretário de Saúde, Francisco Eugênio Alves de Souza.
UPA Jardim do Sol
A Secretaria Municipal de Saúde cogita mudar o local da segunda UPA que será construída em Londrina. A unidade, originalmente idealizada para ser erguida no Jardim do Sol (zona oeste), pode ser "transferida" para a zona norte.
O custo que consta na ordem de serviço, assinada no final de dezembro pelo prefeito interino Gérson Araújo (PSDB), é de R$ 3,6 milhões.
A justificativa para mudança de local se dá pela oferta de equipamentos médicos na região oeste, que já conta com a unidade 24 horas do Jardim Leonor e a UPA do Jardim Sabará. Semana passada, deputados estaduais iniciaram lobby na Assembleia Legislativa para que o governo do Estado construa um novo hospital público em Londrina, na divisa com a cidade de Cambé.
"Esta outra UPA, se assim for concretizada, seria a terceira unidade municipal 24 horas da região. Outras áreas de Londrina, também demograficamente ocupadas, precisam ser bem atendidas", defendeu Francisco Eugênio de Souza.
Ele pediu parecer jurídico para a Procuradoria-Geral do Município. "Como já existe um contrato assinado, pedi análise do departamento jurídico. Várias questões precisam ser cuidadosamente estudadas antes da tomada da decisão", disse. Um resultado pode ser apresentado ainda este mês.


