Londrina - Se a Prefeitura de Londrina cumprir com a promessa de finalizar o processo licitatório dentro do prazo, em março do ano que vem a cidade já começará a ver os primeiros sinais das obras de implantação do Bus Rapid Transit (BRT), o chamado ônibus rápido, em seu sistema viário. Considerado a solução mais viável de deslocamento público em transporte coletivo nos grandes centros, o BRT londrinense terá um investimento global de R$ 143 milhões, dos quais R$ 124,7 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Os outros R$ 19 milhões virão como contrapartida da prefeitura. As obras integram o programa de mobilidade urbana do PAC2.
O contrato com a Caixa foi assinado ontem à tarde, na sede da Superintendência Regional, em solenidade que contou com a presença do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e diversas autoridades políticas, incluindo a ex-ministra da Casa Civil e atual senadora Gleisi Hoffmann (PT) e os deputados federais André Vargas (PT) e Alex Canziani (PTB).
A prefeitura tem 12 meses para concluir o processo licitatório e mais 36 meses para execução e conclusão das obras, que têm que ser entregues em meados de 2018. O projeto de implantação do Super Bus, que é como o BRT será denominado em Londrina, foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) e prevê a construção de linhas exclusivas para o ônibus rápido, com dois corredores específicos de integração, um ligando as regiões norte e sul (linha verde), e o outro, as regiões leste e oeste (linha amarela).
"Temos que finalizar o detalhamento técnico do projeto para abrir o edital de licitação e finalizar essas licitações no prazo de 12 meses para iniciarmos as obras. E uma vez iniciadas, teremos 36 meses para concluí-las", afirmou o prefeito Alexandre Kireeff, descartando intervenções da prefeitura antes dos primeiros 12 meses de análise e definição do processo licitatório. "Agora o trabalho é interno para que possamos licitar as obras e entregá-las dentro do prazo previsto pelo PAC 2 de mobilidade urbana. Nossa intenção é cumprimos integralmente e rigorosamente esse prazo", ressaltou. Kireeff adiantou que não há previsão de quantos ônibus rápidos irão operar o sistema e nem quais empresas concessionárias estarão habilitadas a participar da licitação.

Mudanças
As avenidas Dez de Dezembro e Leste-Oeste sofrerão as principais mudanças estruturais para comportar os corredores exclusivos dos ônibus rápidos. A canaleta que cruzará as regiões leste e oeste terá 13,4 quilômetros de extensão e 13 estações para embarque e desembarque ao longo de todo o percurso, cujos pontos de partida são a Avenida Luigi Amorese, nas proximidades do Jardim Leonor, e a Avenida dos Pioneiros, próximo à Universidade Tecnológica Federal (UTFPR). A linha passará por quase toda a extensão da Avenida Leste-Oeste, onde está prevista a construção de pelo menos um viaduto, no cruzamento com a Rua José de Alencar, no Jardim do Sol, e um "mergulhão" que passará por baixo da rotatória com a Avenida Rio Branco. Uma outra intervenção de impacto será a interligação dos corredores norte-sul com o leste-oeste, no entroncamento com a Avenida Dez de Dezembro, nas proximidades do Marco Zero (zona leste).
O corredor norte-sul cruzará toda a Dez de Dezembro, a partir do Terminal do Acapulco, com a Rodovia Carlos João Strass, no Lago Norte. Serão 10,6 quilômetros de extensão com 11 estações, com a previsão de construção de três passarelas, uma trincheira e, já na estação do Lago Norte, um novo viaduto.
O projeto do Ippul também prevê a interligação das estações BRT com outros meios de transporte como os ônibus convencionais, além de 24 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. Os terminais oeste, leste, norte e sul dos ônibus convencionais também serão interligados com o sistema Super Bus. No Terminal Central, a conexão será feita por meio de uma passarela, já que a estação ali ficará na área baixa da Avenida Leste-Oeste. As estações seguirão o modelo adotado em Bogotá, na Colômbia, com estruturas metálicas acopladas em módulos com tratamento térmico e acústico.

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