Prefeitura retira ambulantes do centro de São Paulo
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sexta-feira, 03 de dezembro de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 03 (AE) - A Guarda Civil Metropolitana começou hoje mais uma operação de retirada de ambulantes das ruas da região central de São Paulo. Até às 16 horas, porém, apenas oito barracas haviam sido apreendidas no quadrilátero formado pela Praça da Sé, Praça da República, Rua 7 de Abril e Avenida São João.
Durante a manhã, os 340 guardas-civis ficaram divididos em grupos na região das Praças da Sé e da República. "Como a operação é ostensiva, logo que eles vêem a guarda desmontam a barraca e vão embora", justificou o inspetor Felipe Gomes, responsável pelo policiamento na Ladeira General Carneiro. Nessa via, deficientes físicos cadastrados continuam com autorização para montar suas barracas.
Apesar de saber da operação de retirada, a maioria dos camelôs não mudou sua rotina, pela manhã. Por volta das 11 horas
vários ambulantes iniciaram sua atividade na Rua 15 de Novembro
sem ser molestados. O camelô José Pereira foi um dos poucos que tiveram a mercadoria apreendida. Pereira, que vende bolsas na Ladeira General Carneiro há quatro meses, afirmou que trabalha para um deficiente físico, que possui a licença da barraca.
Na hora da apreensão, porém, o proprietário não estava no local. "Eu sempre chego antes do dono para montar a barraca e nunca aconteceu nada", disse Pereira. "Como ele é deficiente
não tem condições de chegar aqui muito cedo."
25 de Março - Segundo a Assessoria de Imprensa da Guarda Civil Metropolitana, todos os ambulantes seriam retirados das ruas centrais até as 19 horas de hoje, com exceção dos que atuam na Ladeira General Carneiro e - por enquanto - dos instalados na Rua 25 de Março.
Em relação à 25 de Março, será realizada uma operação no início da próxima semana para transferir 480 camelôs para o bolsão da Praça Fernando Costa, que estava em reforma. Outros 280 poderão continuar na rua, até que outros bolsões da região central sejam concluídos.
Segundo a assessoria, o número baixo de apreensões deve-se à nova tática dos camelôs, de atuar apenas como "siris" - as mercadorias ficam expostas em lonas no chão. Ao avistar os guardas, os camelôs recolhem a lona e saem rapidamente do local.
Brás - Na primeira fase da operação de remoção dos ambulantes, a Guarda Civil atuará apenas nas ruas do centro. Em vias de outros bairros da cidade, não há ainda previsão de ocorrer operações semelhantes. No caso do Brás, a Assessoria de Imprensa da Secretaria das Administrações Regionais (SAR) informou que o bolsão do Largo da Concórdia deve ser reformado antes de receber os ambulantes.A assessoria, porém, não soube precisar quando serão iniciadas as obras. No local, há 848 lugares, que serão distribuídos aos camelôs já cadastrados na Prefeitura.
Atualmente, cerca de 2 mil ambulantes atuam nas ruas do Brás. Para dar lugar a todos, a Prefeitura estuda a construção de novos bolsões na região.


