Prefeitura recolhe entulho do Bosque Central
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terça-feira, 20 de março de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Funcionários da Secretaria Municipal de Obras retiraram ontem entulhos que estavam espalhados pelo Bosque Marechal Cândido Rondon, localizado no Centro de Londrina. Desde novembro de 2011, as obras do Bosque estão paralisadas após uma liminar concedida pela 1 Vara da Fazenda Pública, obtida pela ONG MAE, que questionou o projeto de reabertura do espaço para a passagem de veículos. Um pontos questionados era a falta de um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para realização da obra.
No início de março, a Câmara de Vereadores decidiu pela transformação do Bosque em Área de Preservação Permanente (APP), derrubando o veto do prefeito Barbosa Neto (PDT) à emenda 55 do artigo 130 do Código Ambiental. O veto impossibilitava que o Bosque Central virasse APP. Defensores da não abertura do Bosque comemoraram a decisão da Câmara, que diminuiu consideravelmente a chance de reabertura da Rua Piauí para o tráfego.
Para o lojista Vander Rodrigues, que diariamente atravessa o Bosque, ''já tinha passado da hora de retirar aqueles entulhos''. ''Não se pode falar que arrumou, apenas tirou o concreto e terraplanou. Agora é preciso fazer esse ambiente agradável para as pessoas. A maioria dos prédios aqui em volta é antigo e as pessoas não têm opção tem opção de lazer'', afirmou.
O secretário municipal de Obras, Bruno Morikawa, descartou a possibilidade de novas intervenções no Bosque em breve. ''A proposta é a limpeza. Pode haver demandas posteriores, mas, no momento, a proposta era apenas essa'', apontou.
Ele admitiu que houve demora para a limpeza do Bosque. ''Incomodava não só a mim como à população. Houve até suspeita de dengue'', disse. Morikawa alegou que a demora ocorreu por conta da ação da ONG MAE na Justiça. Na última semana o Tribunal de Justiça negou à Prefeitura de Londrina a suspensão da liminar obtida pela ONG MAE em primeira instância em novembro do ano passado. O TJ também determinou que o local deveria ser limpo mesmo com a suspensão das obras.
O advogado da ONG MAE, Camillo Vianna, comentou que havia feito pedido para retirada dos entulhos. ''É até uma questão de saúde pública. Nosso objetivo era impedir que a obra continuasse e que aquele espaço seja revitalizado. Esperamos que o juiz de 1 instância mantenha a decisão liminar'', declarou.


