Curitiba - A intenção da Prefeitura de Curitiba é que o governo federal assuma 80% do valor que será investido no metrô da cidade através de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). Do total de R$ 2 bilhões que seriam necessários para o primeiro trecho do projeto, a cidade entraria com 20%, ou seja, R$ 400 milhões. A proposta foi apresentada ontem em Brasília pelo prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
O ministro considerou positivo a Prefeitura ficar com a responsabilidade da operação do sistema, mas disse que não poderia assumir neste momento compromissos com os recursos. Isso porque outros grandes municípios têm reivindicações semelhantes e cabe ao governo federal fazer uma análise geral da disponibilidade de caixa.
Bernardo adiantou que estão previstos cerca de R$ 6 bilhões de recursos orçamentários e R$ 12 bilhões de financiamento para metrôs na proposta do PAC 2. Na próxima segunda-feira, acontece uma reunião em Brasília entre técnicos da Prefeitura, do Ministério do Planejamento e de outros órgãos federais para aprofundar as discussões da proposta.
O primeiro trecho do metrô será da CIC Sul à Praça Eufrásio Correia, próximo do Shopping Estação, terá 13 Km de extensão e 12 estações. Segundo a Prefeitura, esse trecho apresenta uma demanda atual de 360 mil passageiros/dia. Ducci estima que esta parte do projeto deve ficar pronta dentro de quatro anos, mas esclareceu que não estará concluída até a Copa de 2014. ''Não é um projeto para a Copa'', disse ele.
O projeto prevê ainda mais dois trechos: Praça Eufrásio Correira-Cabral (5 Km que custaria R$ 700 milhões) e Cabral-Santa Cândida (4 Km orçado em R$ 800 milhões). A extensão total de 22 Km custaria R$ 3,5 bilhões. Ainda não há previsão de prazo para a conclusão dos dois últimos trechos. O metrô teria a integração com o sistema de ônibus da cidade e a tarifa seria de R$ 2,20. A implantação deste tipo de transporte precisaria de pelo menos 20 metros de profundidade.

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