Prefeitura promete ajudar
Se de um lado a Sesa não altera o teto de repasse à UTI Neonatal, o município, até então, também não tem auxiliado com nenhum tipo de recurso. A boa notícia é que depois do pedido de socorro dos médicos do hospital na última sessão na Câmara, a Secretaria Municipal de Saúde sinalizou um aporte de R$ 50 mil e ajuda na compra do gerador.
De acordo com a secretária de saúde de Santo Antônio da Platina, Lucivane Delfino, o recurso deve ser repassado até o final do ano. ''Além deste compromisso, vamos entregar um documento pedindo a instalação dos dois leitos restantes. Vamos ainda nos reunir com os secretários de saúde da região para viabilizar talvez uma pactuação do serviço'', comentou, referindo-se sobre a possibilidade de convênio com a Associação dos Municípios Norte Pioneiro (Amunorpi).
Auxílio que poderá deixar mães como a professora Noéli dos Santos mais tranquilas. Com sua bebê internada há cinco dias, ela conta que foi a rapidez no atendimento que não deixou sua filha morrer. ''Na gravidez foi tudo bem, mas faltou oxigênio na hora do parto. Achei que ela não sobreviveria. O fato dela ter ido imediatamente para a UTI foi o que a salvou'', diz.
A existência de uma UTI também é motivo de comemoração e alívio para a dona de casa Erli Zaffoni. Com filhos gêmeos internados pelo pouco peso no nascimento, ela conta que a preocupação de perder as crianças não existe mais. ''Quando eles nasceram, foi alegria em dobro, mas um susto em dobro. Felizmente, aqui eles estão ganhando peso a cada dia. Logo vou poder levar os dois para casa.''
Momento que a doméstica Isabel Bernardes sente que está cada vez mais perto. ''Pela primeira vez a nenê mamou no peito. Isso é um bom sinal. Com certeza, isso só foi possível pela proximidade da cidade onde moro, pois consigo vir todos os dias visitá-la. Não seria possível se fosse em Londrina'', conta ela, que mora em Conselheiro Mairinck, a cerca de 30 quilômetros de distância de Santo Antônio da Platina.(M.T.)





