Londrina - A Prefeitura de Londrina recuou e ontem decidiu que realizará o pagamento do polêmico aditivo contratual dos serviços prestados pela Transportadora Kalunga, decisão que será retroativa a 2007. A empresa é responsável pelo transporte na zona rural, serviço paralisado desde terça-feira e que deixou 4,6 mil pessoas sem condições de ir às escolas municipais e estaduais. O aditivo foi alvo de uma ação do Ministério Público por suspeita de superfaturamento. O pagamento dos valores vinha sendo discutido na Justiça, no entanto um acórdão do Tribunal de Justiça, publicado na quinta-feira, definiu que não havia indícios de superfaturamento.
O procurador jurídico do município, Evaldo Dias de Oliveira, recomendou o pagamento. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito Gerson Araújo recebeu o parecer jurídico e concordou. Ainda de acordo com a assessoria, existe dinheiro em caixa, mas ainda há uma indefinição sobre a forma do pagamento, para que fique dentro das normas legais. Segundo o procurador, esses detalhes devem ser definidos até terça-feira.
O advogado da Transportadora Kalunga, José Carlos Lucca, também esteve reunido com os secretários para receber a notícia, mas explicou que a situação de só operar o serviço mediante o pagamento continua. ''A empresa não tem condições de atuar sem o pagamento, pois são 256 linhas e 150 veículos'', reforçou. Ele destacou que se o pagamento for feito até segunda-feira possivelmente o serviço será retomado na terça.
O secretário de Gestão Pública, Denilson Novaes, afirmou que a prefeitura continuará atuando em duas frentes e manterá a cotação eletrônica para os 14 lotes das linhas de transporte. O edital foi publicado ontem do Diário Oficial. ''O pregão será mantido e a abertura dos envelopes será na terça-feira às 14 horas e a responsabilidade pela decisão do pagamento da Transportadora Kalunga eu estou deixando a cargo da procuradoria'', afirmou.

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