Prefeitura notifica empresa para retomar serviço
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Londrina - O impasse entre a empresa Kalunga e o Município de Londrina relacionado ao transporte de estudantes na zona rural continua. Cerca de 4,6 mil alunos, professores e funcionários de escolas estão desde terça-feira sem condução para ir às escolas municipais e estaduais, porque há uma divergência sobre o contrato, investigado por suposto superfaturamento na planta de valores. Ontem, a prefeitura notificou a transportadora a retomar o serviço.
Mesmo com a publicação do acórdão pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que era a condição apresentada tanto pela transportadora como pelo município para o restabelecimento do serviço, o problema persistiu ontem durante o dia inteiro. Isso porque o pagamento dos valores relacionados à prestação de serviço da transportadora com os seus devidos reajustes não foi confirmado pelo município e tampouco foi efetuado.
Segundo o advogado José Carlos Lucca, da Transportadora Kalunga, o serviço só será restabelecido quando a representantes da empresa forem convocados pelo município e confirmar o pagamento. ''O suposto superfaturamento não existiu e o acórdão veio para confirmar isso. Não é plausível que desde 2007 o valor pago por quilômetro rodado não receba o reajuste. Ele integra o preço. O acessório acompanha o principal.'', afirmou.
O secretário de Gestão Pública Denilson Vieira Novaes relatou que a prefeitura notificou a transportadora ontem e deu o prazo de 24 horas para que o serviço fosse retomado. ''Caso o serviço continue paralisado a prefeitura pode multar a empresa em até 10% do valor do contrato'', relatou. Ele afirmou que o acórdão será analisado pela Procuradoria Jurídica do município, que avaliará as próximas ações. O procurador foi procurado para falar sobre o assunto, mas não retornou as ligações.
A diretora de gabinete da Secretaria de Educação, Virgínia Pelisson Laço, afirmou que a situação do transporte dos alunos da rede municipal não teve alteração em relação a terça-feira, quando 1.316 alunos ficaram sem aulas. A reportagem tentou obter o quadro sobre a situação na rede estadual, mas não obteve resposta. Na terça-feira, em entrevista à FOLHA, a secretária de Educação, Maria Inês Galvão, afirmou que se a paralisação durar até o final de semana, serão adotadas as tarefas domiciliares. Ela não descartou a possibilidade de o ano letivo ser estendido além do dia 19 de dezembro, caso o impasse persista.


