Prefeitura muda sistema de pagamento de empresas de transportes urbanos
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Natalie Antar, especial para a AE 
São Paulo, 07 (AE) - A Prefeitura mudou hoje o sistema de pagamento das empresas que operam o sistema de transporte de ônibus urbano de São Paulo. A novidade, que entrará em vigor em setembro, desobriga a Prefeitura de subsidiar as passagens, operação que é feita desde 1992. Até lá, o sistema receberá R$ 10 milhões por mês.
"Finalmente, em setembro, o subsídio será zero", disse o secretário municipal de Transportes, Getúlio Hanashiro. "Pretendemos economizar R$ 200 milhões por ano." A partir de agora, as empresas de ônibus terão mais autonomia sobre as suas linhas, forma de trabalho e exploração de venda de bilhetes.
Haverá uma conta conjunta entre a Prefeitura e o Transurb. Antes do termo aditivo ser assinado entre a Prefeitura e o Transurb (sindicato dos donos de empresas de ônibus), na manhã de hoje, a Lei 11.037, de 1991, estabelecia que a Prefeitura contratasse o serviço de transportadoras, mas mantivesse sob seu controle o gerenciamento das linhas.
As empresas não têm liberdade para modificar linhas e forma de trabalho. Antes, só com autorização da São Paulo Transportes (SPTrans).
O dinheiro arrecadado com vales, passagens e passes - uma média diária de R$ 4,5 milhões - é todo entregue à SPTrans, que repassa às empresas um valor referente às suas despesas e uma quantia relativa à taxa de administração de 12%, que incide sobre os custos. Quanto mais uma empresa gasta para operar, mais ela recebe de taxa de administração.
As empresas receberão 80% de custo e 20% do dinheiro arrecadado dos passageiros. "Antes, as empresas recebiam 100% de custo, pagávamos por determinado serviço, não importando quantos pessoas eram atendidas" explicou Hanashiro.
"A partir de agora, as empresas terão de se preocupar com a qualidade dos serviços, para atrair cada vez mais passageiros, e assim lucrar mais." A SPtrans admite que, no início, podem acontecer alguns problemas, como a demora de ônibus em determinadas linhas para que as empresas com menos carros transportem o mesmo número de passageiros. "Isso, nós e a população fiscalizaremos", disse o presidente da SPTrans, Pedro Luiz Brito Machado.


