Prefeitura manda cascalhar desvio do pedágio
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segunda-feira, 13 de agosto de 2001
Sid Sauer<BR>De Campo Mourão 
O prefeito de Mamborê (36 km a sudoeste de Campo Mourão), Armando Alves de Souza (PPB), mandou cascalhar a estrada rural que serve como desvio da praça de pedágio da BR-369, na divisa com Campo Mourão. O desvio tem seis quilômetros, mas menos da metade do caminho fica em Mamborê. Agora, Souza quer ajudar Campo Mourão a cascalhar o restante da estrada.
''Estou oferecendo três caminhões para fazer o transporte das pedra e uma máquina para o serviço'', ressaltou Souza ontem, à Folha. Ele disse que ofereceu a ajuda ao prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), na sexta-feira. ''Estou esperando uma resposta. Se ele aceitar, peço autorização dos vereadores para o empréstimo das máquinas.''
Souza diz que não acha justo os moradores de Mamborê que precisam se deslocar todos os dias para Campo Mourão pagarem a tarifa normal de pedágio (R$ 4,00). ''Não acho correto que a gente, que anda só 30 quilômetros na rodovia, tenha que pagar a mesma coisa de quem anda 80 quilômetros'', comparou. ''Isso é desaforo.''
O prefeito contou que já tentou conversar com a Viapar (concessionária do lote 2 do Anel de Integração) e com o governo do Estado para resolver a questão, mas não obteve êxito. ''Falaram que eu quero privilégio para Mamborê.'' Segundo ele, a Viapar quer que a prefeitura construa uma guarita para impedir o acesso de carro de outros municípios no desvio.
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli, informou ontem que o cascalhamento de estradas rurais faz parte de um trabalho normal da prefeitura. ''Os agricultores do nosso lado não estão reclamando das condições da estrada'', disse. Eles reclamam, segundo Tezelli, do fim da tranquilidade no local desde que a estrada virou desvio do pedágio.
A Viapar informou ontem que lamenta a posição da Prefeitura de Mamborê e que o uso do desvio prejudica a arrecadação de ISSQN para o município (cerca de R$ 89 mil por ano para Mamborê) e gera custos para a prefeitura. A concessionária ressaltou ainda que os desvios são pontos de assaltos e de acidentes e que neles não há assistência da Viapar.


