Prefeitura lança pacote de ações para retirar moradores das ruas
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terça-feira, 16 de abril de 2019
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 

A Prefeitura de Londrina deflagrou um plano de retirada dos moradores de rua dos espaços públicos de Londrina, num trabalho para dar encaminhamento a estas pessoas. A primeira ação foi a retirada dos que estavam alocados na Concha Acústica, região central da cidade, na sexta-feira (12), num trabalho que envolve a Secretaria de Assistência Social, CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e Guarda Civil Municipal.
A ação ocorreu duas semanas após as primeiras abordagens aos moradores de rua que se instalaram no local. O espaço para eventos públicos havia sido tomado pelos pertences pessoais – o que não chegou a impedir apresentações musicais ou projeções de filmes. Os objetos dos moradores foram levados e serão entregues a quem reclamá-los, segundo a comunicação da prefeitura.
Segundo a secretária de Assistência Social, Jaqueline Micali, a ação foi a primeira de um programa maior para atendimento de moradores de rua. De acordo com ela, há 71 pontos que abrigam pessoas nesta situação de vulnerabilidade.
Jaqueline explica que a simples retirada dos moradores de rua não tem efetividade alguma como política social e um cronograma será formado nesta semana para ações em toda a cidade. A Prefeitura de Londrina também deve contratar 13 orientadores sociais para ampliar as ações, específicas para cada perfil de morador de rua. “Hoje temos cinco perfis distintos e, para um, existe uma abordagem específica e um encaminhamento adequado”, explica.
Segundo a secretária de Assistência Social, a prefeitura encara o problema social de forma consciente e entende que a mera retirada destes moradores das ruas seria uma mera resposta midiática. “Esse é um problema social provocado, também, por um problema econômico. Atualmente, temos cerca de mil moradores de rua por causa da crise na economia”, diz.
Grande parte tem envolvimento com álcool, drogas ou ambos e, para eles, é necessário o encaminhamento para tratamento de saúde. Entretanto, a aceitabilidade não é imediata, então, é necessário dar alternativas de atividades, de forma a criar um vínculo e viabilizar os cuidados psiquiátricos.
Para isso, a Prefeitura de Londrina vai abrir um centro-dia, que vai oferecer atividades lúdicas, alimentação e higiene pessoal. “Será um espaço para este morador onde ficar o dia todo. Muitos não aceitam ir para o acolhimento num primeiro momento. Esses cuidados serão o resgate deste ser humano para que aceite o tratamento da saúde mental”, explica Jaqueline.


