Prefeitura intervém e greve do transporte termina
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A greve dos motoristas e cobradores do transporte coletivo de Londrina terminou ontem de manhã, cerca de 26 horas depois de deflagrada a paralisação. Hoje entra em vigor o valor da nova tarifa, de R$ 2,45. Os trabalhadores aceitaram por aclamação a proposta oferecida pelos patrões, de 6,5% de aumento (retroativo a janeiro) e depósito imediato do programa de participação nos resultados (PPR), que gira em torno de R$ 112 por mês para cada empregado.
A proposta, superior à oferecida inicialmente, que era de 6% de reajuste, ocorreu depois da intermediação do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas. Os dois estiveram reunidos até o final da noite de sexta-feira com representantes dos sindicatos de patrões e empregados. Depois de recalcularem a planilha de custos do sistema do transporte coletivo houve incremento de meio ponto percentual nos salários dos trabalhadores.
"Não tínhamos nenhuma expectativa do prefeito modificar as decisões já tomadas, mas ele também assumiu compromisso com a categoria profissional de melhor discutir e dialogar todos os problemas que envolvem o transporte coletivo. Esse envolvimento teve significado para nós", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttrol), João Batista da Silva.
Kireeff assumiu compromisso de dialogar com representantes do sindicato amanhã. Em pauta estão melhorias nos terminais urbanos e construção de áreas de descanso para motoristas e cobradores. O prefeito, que muitas vezes se manifesta por meio do seu microblog, desta vez não publicou nenhum comentário sobre o assunto. O Núcleo de Comunicação da Prefeitura também não se manifestou.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Metrolon) se comprometeu a não descontar o dia parado dos trabalhadores. A CMTU analisa aplicação de multa ao sindicato pela paralisação dos serviços na sexta-feira pela manhã. A matéria vem sendo apreciada pela procuradoria jurídica do órgão.
A Justiça ainda não considerou a multa aos sindicatos por manter menos da metade da frota rodando pela cidade. A juíza da 4ª Vara do Trabalho, Ziula Cristina de Silveira Sbroglio, havia determinado que 50% dos ônibus continuassem em circulação.
"Essa greve teve um efeito pedagógico importante no sentido de mostrar para a população que o trabalhador está descontente, mostrar para a administração pública que tem que ter diálogo antes e não depois", afirmou Silva.
O Sinttrol agora vai buscar outros avanços na pauta de negociação com o sindicato patronal. "Isso vai ser melhor discutido ao longo do ano. Os trabalhadores precisam ter avanços em benefícios, um dos pontos é o vale refeição", defendeu. O Metrolon não se manifestou.


