Prefeitura inicia obra no Bosque
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quarta-feira, 04 de julho de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Servidores da Secretaria de Obras começaram a trabalhar no Bosque Marechal Cândido Rondon, na Área Central de Londrina, ontem. O objetivo é cumprir decisão da 2 Vara de Fazenda, que no início de junho determinou que o município deixasse o Bosque da maneira que estava antes da intervenção feita em novembro do ano passado, quando árvores e equipamentos foram retirados com o fim de reabrir o trecho para circulação de veículos.
De acordo com o advogado da ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), Camillo Vianna, que entrou com ação para impedir a reabertura da rua, o prazo para o município cumprir a decisão judicial se encerra na segunda-feira.
''Em caso de descumprimento, fixo multa diária de R$ 1.000,00'', advertiu na sentença o juiz. ''Ao réu caberá, ademais, retirar os entulhos e repor os equipamentos de esporte e lazer que eventualmente tenha retirado quando da execução das obras, de modo a restabelecer o status quo'', determinou.
O aposentado João Geraldo da Silva, de 68 anos, frequenta o Bosque há cerca de 15 anos, principalmente para jogar cartas. ''Está na hora de melhorar isso aqui'', comentou. As cinco mesas utilizadas pelos aposentados estavam sendo retiradas ontem para serem recolocadas novamente no centro do Bosque. ''Tinha que colocar mesas novas'', reclamou Silva.
Para a aposentada Silene Valério, o Bosque está precisando de uma revitalização. ''Do jeito que está não dá para ficar. Está abandonado, precisando de tudo'', criticou.
No entanto, o secretário de Obras, Bruno Morikawa, afirmou que pretende apenas deixar o Bosque ''com estrutura semelhante ao que era antes. Fazer o que a Justiça está prescrevendo''. A reportagem buscou contato com a Procuradoria municipal, mas não houve retorno ontem.
No Zerão, alguns usuários reclamaram ontem por causa da retirada dos banheiros. Para o funcionário público João de Deus Duarte, é necessário ''fazer as coisas com planejamento. Não tem nenhum lugar para usar agora. Podia ter derrubado metade e construído algo para depois derrubar a outra parte'', comentou.
Morikawa comentou que a retirada do banheiro foi para atender pedido da própria população.


