Prefeitura garante combustível para ambulâncias até semana que vem
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quinta-feira, 24 de maio de 2018
Reportagem Local 
Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (24), os secretários de Saúde, Felippe Machado, e Governo, Juarez Tridapalli, se pronunciaram sobre os efeitos que a greve dos caminhoneiros, parados em mais de 20 estados brasileiros desde a última segunda, pode ocasionar nos serviços municipais. A Prefeitura de Londrina assegurou que as sete ambulâncias do Samu, SID (Serviço de Internação Domiciliar) e outras atividades de saúde, por exemplo, têm combustível pelos próximos 10 dias. "Se a situação não melhorar até segunda-feira, deveremos reagendar as viagens de pacientes que são consultados em hospitais de outras cidades do Paraná", apontou Machado.
O secretário garantiu que as ambulâncias foram abastecidas nesta quinta. O Executivo tem um estoque de aproximadamente 1,5 mil litros. "Quando tomamos conhecimento da gravidade da situação, priorizamos funções essenciais, como a parte de saúde e a Guarda Municipal. A frota da corporação foi abastecida, o que dá uma expectativa de rodagem pelos próximos cinco dias". Operações administrativas, tidas pelos secretários como de menor importância, deverão ser reagendadas.
Efeito cascata
Sem acordo com o governo federal, os caminhoneiros entraram nesta quinta-feira (23) no quarto dia de paralisação. O movimento nacional já atinge mais de 20 estados brasileiros. Nem o anúncio de redução de 10% no valor pago do diesel às refinarias por 15 dias agradou a categoria. No Paraná, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) atualizou 55 bloqueios parciais ou manifestação fora das rodovias federais. Na região de Londrina, há mobilizações em Cambé, Jataizinho e Arapongas, todas estas na BR-369. No Norte Pioneiro, os motoristas se concentram na BR-153, em Santo Antônio da Platina e Ibaiti. Em Mauá da Serra, há protesto na BR-376.

Até a noite da última quarta-feira, a PRE (Polícia Rodoviária Estadual) registrou 17 locais de manifestação, como a PR-445. Na zona oeste de Londrina, caminhoneiros continuam fechando o acesso ao pool de combustíveis, onde aproximadamente 50 caminhões estão parados. O ato provocou a falta de gasolina e etanol em alguns postos, ocasionando também longas filas. Em nota, o Sindicombustíveis alertou o risco de desabastecimento em caso de manutenção da greve.
Aeroporto
No Aeroporto Governador José Richa, os voos foram mantidos. Também em comunicado oficial, a Infraero repassou que "está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais e já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo.
Ao mesmo tempo, a Infraero está em contato com órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa. Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que façam a consulta sobre a disponibilidade de combustível na origem e no destino do voo programado.
A Infraero compreende o direito de manifestação, mas entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito de ir e vir das pessoas, bem como a segurança das operações aeroportuárias."
Remédios
A Femipa (Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná) mostrou-se preocupada com os reflexos da paralisação. Como muitas mercadorias estão paradas nas rodovias, a entidade não descartou desabastecimento de medicamentos. "Dessa forma, alguns hospitais afiliados à Femipa alertam que poderão, em primeira instância, adiar a realização de procedimentos eletivos, garantindo, assim, os atendimentos de urgência e emergência. Caso tal medida seja necessária, os pacientes com procedimentos eletivos agendados serão informados previamente.
A Federação reconhece o direito democrático à greve da categoria, esperando que, no menor espaço de tempo possível, o diálogo entre as partes resulte em uma decisão que permita o retorno à normalidade das atividades em todo país.", relatou o órgão em nota.
Ônibus
Nesta quarta, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) garantiu que 100% das linhas do transporte coletivo estão rodando. "Em caso de continuidade da paralisação dos caminhoneiros, a Diretoria de Trânsito fará uma nova avaliação para programação dos horários e itinerários".
Internet e telefone
A Sercomtel avisou que, "devido à greve dos caminhoneiros e o consequente abastecimento irregular de combustíveis, está priorizando os atendimentos de urgência. Este contingenciamento poderá afetar a realização da manutenção dos serviços de telefonia, internet
e iluminação pública."
(atualizado às 9h30)


