Tremembé, SP, 25 (AE) - O Pronto-Socorro de Tremembé, a 134 quilômetros de São Paulo, permaneceu fechado hoje. A decisão de fechar as portas do pronto-socorro foi tomada pela prefeitura depois que a Câmara não aprovou, pela quinta vez, projetos de lei de dotação orçamentária enviados pelo prefeito Mário Carneiro Leão para garantir o pagamento de médicos, plantonistas e medicamentos. Em nota oficial, a prefeitura responsabiliza sete vereadores da oposição que, segundo ela, votaram contra os projetos , negando a liberação de R$ 526 mil, para saúde, educação e transportes.
Os vereadores argumentam que enquanto o dinheiro é destinado aos plantonistas, médicos contratados, os funcionários públicos estão com salários atrasados há mais de um mês. Por causa da disputa, não há atendimento de emergência no município e a população precisa recorrer ao pronto-socorro de Taubaté, município vizinho.
Nos últimos meses o prefeito de Tremembé foi acusado de improbidade administrativa e superfaturamento na construção de um posto de saúde. Nesta semana, Leão foi chamado pela Comissão Processante de Cassação da Câmara, para esclarecer a emissão de notas fiscais supostamente irregulares, no valor total de R$ 6.639,00, e de R$ 32 mil gastos a mais na conclusão da unidade de saúde. De acordo com o assessor jurídico da Câmara Murilo Ortiz, o superfaturamento foi comprovado e o Tribunal de Contas deu parecer contrário aos gastos.
Além disso, na última quarta-feira cerca de R$ 10 mil desapareceram dos cofres públicos. Uma sindicância foi aberta para apurar o fato e o prefeito afirma que este é um problema para a polícia resolver. Três funcionários da tesouraria municipal registraram boletim de ocorrência informando que o dinheiro desapareceu sem que o cofre fosse arrombado.

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