Prefeitura fecha hospital e amplia centro de saúde
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domingo, 26 de janeiro de 2003
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão A prefeitura de Moreira Sales (70 km a oeste de Campo Mourão) teve que projetar uma ampliação no Centro de Saúde e ampliar a frota de ambulâncias depois que o único hospital da cidade fechou as portas, há dois anos. Só agora o centro de saúde está sendo concluído.
''Não tivemos outra saída'', alega o prefeito Hugo Berti (PDT), que espera ver o centro centro saúde funcionando como um mini-hospital municipal. O antigo hospital da cidade pertencia ao ex-prefeito Carlos Sila de Andrade. Ele foi embora de Moreira Sales e fechou o estabelecimento após perder a disputa pela reeleição.
Em Corumbataí do Sul, o drama dos 4 mil moradores é ainda mais longo. O hospital da cidade fechou há seis anos após uma vistoria da Regional de Saúde e nunca mais foi reaberto. Os donos do estabelecimento alegam que as reformas exigidas são inviáveis. Isso obriga a população a buscar atendimento em Barbosa Ferraz, a 15 quilômetros.
''Hospital em cidade pequena está igual cinema, só fechando'', compara o prefeito de Roncador, Odilon Andreoli Gonçalves (PSDB), um dos sócios do hospital de Corumbataí e dono de outro estabelecimento em sua cidade. Ele já foi acusado de repassar todas as internações do SUS para o seu hospital e prejudicar o concorrente.
Gonçalves afirma que a concorrência perdeu as autorizações para internações porque ficou sem estrutura, mas admite que as cotas do SUS não suportam mais dois hospitais na cidade. Já em Barbosa Ferraz, a prefeita Elza Marques (PFL) não sabe o que fazer com o hospital público que ficou pronto após 15 anos de obras.
''A prefeitura não tem recursos para manter um hospital. Precisamos de ajuda'', diz Elza. Em Luiziana, o prefeito Wilson Tureck (PFL) nem quis se arriscar a concluir o hospital iniciado em 1990. Preferiu adaptar o projeto para um posto avançado de saúde. Segundo ele, o dinheiro que a cidade recebe do SUS mal paga os medicamentos.


