Ilha Solteira, 13 (AE)- A Prefeitura de Ilha Solteira, a 700 quilômetros da Capital no extremo noroeste do Estado, abrirá nova licitação para escolher quem deve explorar as duas praias artificiais do município. A privatização deve incluir direito de administrar a verba do pedágio cobrado no recém inaugurado portal das áreas de lazer onde, além das praias, quadras, campos de futebol e quiosques, existem espaços para sete atividades comerciais fixas entre elas bares, restaurantes e artesanatos.
Frequentada nos fins de semana por mais de 7 mil pessoas
as praias de Ilha Solteira se transformaram no lugar preferido do lazer coletivo de quem mora na Alta Noroeste ou está em visita pelos pontos turísticos da região. O prefeito Sebastião de Paula (PPB) disse no entanto que é preciso ser mais arrojado na opção pelo turismo profissional. Para ele a praia deve oferecer tranquilidade, segurança e um bom atendimento em todos os serviços que se apresenta ao turista.
Contrato - Os atuais concessionários, entre eles a Associação Comercial , são acusados de descumprirem o contrato e perderem o direito de permanecer na posse durante dez anos dos quais já se passaram quatro. Entre as irregularidades estão arrendamento para terceiros e desvio de finalidade dos imóveis. Castaldi disse que os comerciantes de lanchonetes decidiram oferecer refeições, mesmo sem ter estrutura higiênica e sanitária para isso. "Não podemos causar dúvidas ou suspeitas ao turistas, por isso, vamos ser rígidos com a qualidade", disse a diretora. Para Castaldi "é preciso profissionalizar o turismo na cidade, para que ele passe de fato a gerar renda para o município".
O presidente da Associação Comercial, Luís Carlos de Lima nega que a entidade tenha descumprido o contrato de exploração da praia Catarina, e manifesta interesse em defender que a concessão e prolongue por mais seis anos. Já a empresa que ganhou concessão da praia Marina, onde estão 90% das atividades comerciais, desapareceu e deixou de cumprir a principal atribuição que era a de manter o lugar limpo. A diretora de turismo diz que por esse motivo a prefeitura construiu o portal para cobrança do pedágio e contratou temporariamente 31 pessoas para o serviço de segurança e manutenção. Na nova licitação a empresa vencedora assumirá essas responsabilidades.
Jovelino Antônio dos Santos, um dos comerciantes que está ali há mais de quatro anos, disse que gostaria de permanecer depois da nova licitação, mas acha que a prefeitura deveria baixar de R$ 5,00 por carro para R$ 1,00 por pessoa, o critério de cobrança na portaria. Pagam apenas placas de outras cidades. De bicicleta ou à pé o acesso é gratuíto. Para Íris Castaldi, do turismo municipal, a sugestão poderá ser estudada mas já teve aprovação de 23 integrantes do Conselho Municipal de Turismo.

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