A prefeitura de Osasco, na Grande São Paulo, entregou ontem à tarde as plantas e os documentos do prédio onde funcionava um templo da Igreja Universal do Reino de Deus ao delegado Flávio Augusto de Souza Nogueira. Responsável pelo inquérito que apura o desabamento do telhado do templo, ele passou a tarde analisando os papéis com o perito-chefe do Instituto de Criminalística de Osasco, Ronaldo Egídio dos Santos.
‘‘Só amanhã poderemos falar sobre esses documentos’’, disse Nogueira. Sobre a possibilidade de o advogado da Universal pedir que ele decrete sigilo do inquérito, Nogueira disse ontem à tarde: ‘‘Pedir, ele pode pedir o que quiser; o papel aceita tudo’’.
Pouco antes, o delegado ouviu o depoimento de duas vítimas que sobreviveram à tragédia. A professora Vilma Brantes, de 37 anos, afirmou que as portas do templo estavam abertas naquela noite e disse ter visto quando uma placa caiu do forro. ‘‘Eu vi, mas isso é a coisa mais comum do mundo’’, disse.
Frequentadora da Universal há pelo menos cinco anos, Vilma, entretanto, disse ter sido essa a primeira vez que viu uma placa cair do teto. Ela acompanhava sua amiga Maria Rita Pereira, que também foi ouvida pelo delegado Nogueira, mas que, ao sair, não quis falar sobre seu depoimento.
À tarde, funcionários da prefeitura colocavam o tapume que cerca a frente do templo. Os comerciantes, que tiveram suas portas bloqueadas pelo cerco, puseram faixas e cartazes informando seus endereços provisórios.

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