Londrina - O secretário de Defesa Social de Londrina, major Raul Vidal, e o advogado da empresa Delmondes & Dias, Celso Tenório Araújo, se reuniram na manhã de ontem para negociar o curso prático de tiro da Guarda Municipal (GM), um imbróglio que se arrasta há mais de dois anos, desde que a GM foi criada. A Delmondes foi a empresa contratada pelo município em 2009 para fazer o treinamento dos guardas municipais.
Apesar das duas partes terem concordado que a empresa deve dar o curso para os guardas, não há tempo hábil este ano para que as aulas sejam feitas. Portanto, segundo o secretário, os documentos ficarão encaminhados e a próxima Gestão - do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) - decidirá se o curso será ou não realizado.
''Amanhã (hoje) farei uma reunião com a equipe de transição para explicar a situação da guarda e deixarei tudo encaminhado'', explicou. Segundo o secretário, a empresa já recebeu pelo curso teórico e de tiro de 200 guardas municipais. ''O problema é que após dois meses que iniciaram as aulas das quatro turmas de 50 guardas, representantes da prefeitura chamaram uma quinta turma e acertaram verbalmente com a empresa que, como as pistolas não tinham chegado, o valor do curso de tiro seria descontado para pagar essa nova turma.'' Para resolver a questão, segundo Vidal, o município deverá pagar o valor total dessa quinta turma para a empresa, mas não pagará o curso de tiro para todos os guardas.
Para Araújo, a empresa está disposta a resolver o problema rapidamente. ''Estamos analisando quais documentos precisamos entregar para a prefeitura e quais documentos a prefeitura deverá nos entregar para conseguirmos resolver isso de uma vez.'' Sobre a demora da empresa em dar o curso, o advogado alegou que depois que o ex-secretário de Gestão Pública, Marco Cito, encerrou as negociações com a empresa, Vidal foi o primeiro secretário a procurar a Delmondes para discutir o assunto.

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