Sid Sauer
De Campo Mourão
Já está escolhida a área que deverá abrigar o futuro aterro sanitário de Campo Mourão. Trata-se de um terreno de 251,4 mil metros quadrados localizado nas proximidades da Estrada Boiadeira (BR-487). A área já foi declarada de utilidade pública para fins de desapropriação e, na quinta-feira, o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) esteve em Curitiba para assinar um convênio com a Superintendência de Desenvolvimento e Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Sudersa) para a execução no novo aterro sanitário.
O projeto prevê aterros sanitários para os lixos doméstico e hospitalar, depósito para controle de embalagens de produtos tóxicos e ainda estrutura para coleta seletiva de lixo, além de dependências administrativas e lagos anairóbicas para controle de afluentes (chorume). Todo o empreendimento vai custar cerca de R$ 350 mil, com recursos da prefeitura, do governo do Estado e da Caixa Econômica Federal. Campo Mourão produz cerca de 1.400 toneladas de lixo todos os meses, que são depositados no lixão da Vila Guarujá, a cerca de quatro quilômetros da cidade. O local é considerado há décadas como um dos principais problemas ambientais e sociais do município. Boa parte dos moradores da Vila Guarujá sobrevive ‘‘garimpando’’ o lixo despejado no local. Com a implantação do aterro sanitário, a atual área do lixão deverá ser completamente reflorestada pela prefeitura.
‘‘A capacidade de se fazer novos aterros no atual lixão está esgotada’’, explica o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos e Agricultura e Meio Ambiente, Ademir Moro Ribas. Para complicar, desde 1994 há uma ação impetrada pelo Ministério Público contra o atual lixão. Um último acordo, firmado há um ano, obrigou a prefeitura a realizar uma série de melhorias no local. Entre elas estão a instalação de cerca, de uma guarita e a proibição da presença de crianças no local, o que ainda é cena comum no depósito de lixo.
Segundo Ribas, as melhorias foram feitas na medida do possível. A prefeitura ainda não implantou, por exemplo, o sistema de vigilância 24 horas e nem dotou a guarita com sistema de comunicação. A prefeitura também ficou obrigada a fornecer luvas, botas e máscaras às pessoas que trabalham no lixão. O promotor do Meio Ambiente, Guilherme Maranhão Sobrinho, disse à Folha que a desativação do lixão pode acabar com a ação, mas antes da extinção ele vai querer saber quais os procedimentos que o município irá tomar para a recuperação da área.

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