Prefeitura de SP libera Santuário Bizantino
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quarta-feira, 17 de março de 1999
Roldão Arruda Agência Estado 
O Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru), da Prefeitura de São Paulo, desinterditou ontem o Santuário Terço Bizantino. Hoje pela manhã e à noite o padre Marcelo Rossi voltará a celebrar suas missas no local. Para obter a liberação, a Diocese de Santo Amaro, à qual pertence o santuário, teve de fazer modificações no edifício para oferecer mais segurança aos fiéis.
O edifício havia sido interditado no dia 10. Após realizar uma vistoria no local, o diretor do Contru, Carlos Alberto Venturelli, afirmou que havia risco iminente para as milhares de pessoas que costumam comparecer às missas do padre Marcelo. Ele apontou problemas principalmente na estrutura de metal do teto, que estaria sendo sobrecarregada pela ressonância das músicas e pela ação dos ventos.
Ontem, ao retornar ao local, Venturelli constatou que a diocese fez todas as obras que haviam sido recomendadas. Foi um excelente trabalho e, por isso, decidimos liberar o local, disse. Só não entendemos por que esperaram tanto.
Para eliminar os riscos apontados pelo Contru, a diocese contratou uma empresa especializada que fez um estudo sobre os ventos na área do santuário. A partir daí foram feitas modificações destinadas a facilitar a saída do vento e a reduzir seu impacto sobre o teto.
O engenheiro Paulo Mayer, responsável pela obra, não discordou das recomendações feitas pelo Contru. Já estávamos fazendo todas as reformas quando houve a interdição, disse. Ele rebateu, porém, a idéia de que havia risco iminente. Não somos irresponsáveis. A empresa contratada pela diocese também realizou ensaios sobre os efeitos da ressonância da música no teto, mas não foram constatados pontos críticos.
A reforma incluiu os sistemas de eletricidade, alarme contra incêndio e proteção contra raios. Também foi criada uma brigada de combate a incêndios, formada por fiéis que se apresentaram como voluntários. São 69 pessoas, que se revezarão durante as celebrações, explicou o engenheiro.
De acordo com informações da Diocese de Santo Amaro, as celebrações realizadas pelo padre Marcelo Rossi, que reúnem até 30 mil pessoas, sempre contam com o apoio de voluntários. No total, são quase 900 pessoas que se põem à disposição para ajudar em tudo que é necessário, disse o bispo d. Fernando Figueiredo. Foi desse grupo que saiu a brigada.
Até ontem, os responsáveis pelo santuário não sabiam dar informações precisas sobre o custo das reformas. Cálculos preliminares apontavam para um valor em torno de R$ 100 mil.


