Prefeitura de São Paulo prevê que sistema municipal fique cheio em duas semanas


DANIEL DIEB
DANIEL DIEB

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo prevê que o sistema municipal de saúde fique sobrecarregado em duas semanas com os casos do novo coronavírus. Para desafogá-lo, pacientes de baixa e média complexidade serão enviados aos hospitais de campanha do Anhembi e do Pacaembu.

A unidade de saúde (UPA, UBS, AMAs e hospitais) que precisar abrir leitos fará o pedido de transferência do paciente à Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross). A Secretaria Municipal de Saúde e essa central farão a logística do transporte do cidadão a um dos hospitais de campanha. Ele será transportado já com um leito definido para ficar, mesmo que seja caso suspeito.



A fase inicial de obras do Hospital Municipal de Campanha do Anhembi (HMCamp) será entregue na segunda (6) aos profissionais de saúde. O primeiro paciente deve chegar na quinta (9).

Segundo Luiz Carlos Zamarco, um dos coordenadores do comitê municipal de combate ao novo coronavírus, não há necessidade de abrir no mesmo dia porque o sistema ainda não está sobrecarregado. "Os hospitais municipais estão absorvendo os casos de baixa, média e alta complexidade."

Entre os dias 6 e 9, o hospital será esterilizado pelos profissionais de saúde, que irão analisar o espaço de trabalho e o fluxo dos pacientes por lá. Se necessário, farão mudanças no local.

Na fase inicial, o HMCamp do Anhembi terá 887 leitos, dos quais 64 serão de UTI e o restante, 823, de baixa e média complexidade. Espera-se que a entrega de todos os 1.800 leitos aconteça até dia 16, quando a prefeitura estima que ocorra a sobrecarga da rede. "Estamos nos antecipando ao pico", diz Zamarco.

Os hospitais de campanha não serão de portas abertas, ou seja, não receberão pessoas com queixas de saúde. Elas devem primeiro ir à unidade de saúde próxima de onde residem e, se for o caso, serão encaminhadas ao hospital de campanha.

Até o momento, 1.500 pessoas da área da saúde, de médicos a terapeutas, estão contratados pela Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde) e pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), as organizações sociais que irão gerir o HMCamp. Estima-se que o número suba para 2.100 quando todos os leitos estiverem entregues.



Segundo Zamarco, foram gastos R$ 35 milhões na construção dos dois hospitais e serão gastos R$ 15 milhões para a manutenção deles. Ele afirmar ter insumos para que tanto o hospital do Anhembi quanto o do Pacaembu funcionem durante quatro meses.

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