SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo anunciou na manhã desta terça-feira (7) o programa Cidade Solidária, que pretende organizar a rede de ajuda à população paulistana durante a pandemia do coronavírus na capital. Haverá parceria com a iniciativa privada e entidades dos mais variados segmentos da sociedade. Um dos objetivos será o recebimento e distribuição de cestas-básicas.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que não é possível estimar quantas pessoas serão atendidas pelo programa, mas que um dos objetivos de organizar a distribuição é evitar que algumas regiões como maior visibilidade recebam mais doações e outras fiquem sem nada. "É um número sem fim [de pessoas]. Não há como limitar isso, a gente sabe da necessidade da população mais carente na cidade de São Paulo", disse. "Um dos principais focos desse projeto é não deixar haver sobreposição", completou.

O prefeito afirmou que vê com preocupação o aumento na circulação de pessoas nos últimos dias, contrariando a expectativa de manter o isolamento social como estratégia no combate ao coronavírus. "A gente reforça a importância das pessoas permanecerem dentro de casa. Ficar em casa não é apenas uma questão de higiene, mas um ato humanitário, de respeito ao próximo", afirmou.

Segundo Covas, a prefeitura está presente nas ruas com fiscais e a GCM, mas mais importante que isso é a conscientização da população sobre a importância de ficar em casa. "Da forma como o mundo inteiro vem enfrentando a doença. É a recomendação da OMS [Organização Mundial da Saúde], cientistas, estudiosos, vigilância sanitária aqui do município. Estamos ao lado da ciência e é dessa forma que vamos vencer esse desafio na cidade de São Paulo", disse.

Apesar disso, Covas disse que a GCM (Guarda Civil Metropolitana) deverá continuar como força de apoio aos fiscais, mais do que exercer o poder de prisão sobre pessoas que insistirem em furar as regras de isolamento. "Qualquer um que desrespeite a legislação poder ser preso, mas não é esse o trabalho da GCM hoje", explicou.

Também participaram do anúncio do programa representantes de entidades civis, como Eleilson Leite, do Pacto pelas Cidades Justas. "A gente quer fortalecer uma rede de solidariedade que já existe. A sociedade civil está a milhão já", afirmou. "O pobre sabe se ajudar mutuamente", disse.

Também participou da apresentação do programa o presidente da Cruz Vermelha Brasileira em São Paulo, Jorge Wolney Atalla Júnior, que colocou à disposição da prefeitura 50 leitos, espaço para construção de hospital de campanha e para a confecção de kits de auxílio à população, entre outros.

PRODUTOS

Cesta Básica de Alimentos

Leite em pó integral para bebida: dois pacotes de leite em pó instantâneo, 400 gramas cada

Arroz agulinha: 5 kg

Feijão carioquinha: 1 kg

Farinha de mandioca: branca, 1,5 kg

Açúcar refinado: 1 kg

Óleo de soja: 900 ml

Sal: 1 kg

Macarrão: 1 pacote (tipo espaguete)

Polpa ou purê de tomate: 1 embalagem em caixa

Sardinha em óleo comestível: 2 latas

Cesta de higiene

Sabonete

Escova dental

Creme dental

Absorvente higiênico

Papel higiênico

Cesta de limpeza

Água sanitária

Detergente em pó

Desinfetante

Esponja multiuso

ONDE DOAR

REGIÃO CENTRAL

- Biblioteca Mário de Andrade

Rua da Consolação, 94 - República

- Centro Cultural São Paulo

Viaduto Beneficência Portuguesa - Paraíso

Acesso de veículos ao Centro Cultural São Paulo

(20 metros antes da esquina com a Rua Vergueiro)

ZONA LESTE

- Teatro Arthur Azevedo

Avenida Paes de Barros, 955 - Mooca

ZONA OESTE

- Centro Cultural da Diversidade

Rua Lopes Neto, 206 - Itaim Bibi

- Teminal da Lapa

Rua Constança, 72 - Lapa

- Casa de Cultura do Butantã

Avenida Junta Mizumoto, 13 - Jardim Peri

ZONA NORTE

- Casa de Cultura Vila Guilherme

Praça Oscár da Silva, 110 - Vila Guilherme

ZONA SUL

Centro Cultural Santo Amaro

Avenida João Dias, 822 - Santo Amaro

- Horário de funcionamento dos pontos de coleta do Drive Thru

das 10h às 17h

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