A cancela instalada no desvio do pedágio na BR-277 em Santa Terezinha de Itaipu (25 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu) foi considerada ilegal pela assessoria do prefeito Cláudio Dirceu Eberhard (PDT). O diretor de Comunicação Social, Lair Reishert, afirmou que a prefeitura deve ordenar a retirada do bloqueio construído pela concessionária Rodovia das Cataratas S.A., porém não precisou uma data.
‘‘Nós estamos pegando o barco andando, mas como a prefeitura está fechada até o fim do mês, as medidas cabíveis serão tomadas quando o expediente voltar em 1º fevereiro’’, afirmou o diretor de comunicação social. Ele disse ainda que o assunto será encaminhado a assessoria jurídica nos próximos dias.
Segundo ele, a construção foi autorizada durante reunião, realizada em 13 dezembro, entre representantes da concessionária, da prefeitura de Santa Terezinha de Itaipu e de São Miguel do Iguaçu (43 quilômetros a nordeste de Foz), cidade onde foram instaladas cancelas em outros dois acessos ao desvio. Durante o encontro, ficou estabelecido que os moradores das fazendas teriam acesso liberado.
Já prefeito de São Miguel do Iguaçu, Armando Polita (PMDB), evitou comentar a legalidade das barreiras instaladas no perímetro da cidade. Ele alegou que tem dúvidas se o proprietário da área é o município ou uma loteadora. Polita também afirmou que as cancelas podem estar dentro de faixa de responsabilidade da Rodovia das Cataratas, o que inviabilizaria a prefeitura efeturar a retirada.
Mas para o inspetor chefe da Polícia Rodoviária Federal, em Foz, Ivan Noschang, a barreira passa a ser ilegal se impedir a entrada de qualquer motorista em estradas vicinais. ‘‘A empresa não pode impedir o direito de ir e vir das pessoas’’, resumiu Noschang, frisando que a polícia não vai retirar as barreiras porque elas ainda não estão impedindo a passagem de veículos.
A assessoria de comunicação da concessionária nega que objetivo seja impedir o uso do desvio. Segundo a empresa, os complexos fazem parte do projeto ‘‘Corredor da Biodiversidade’’, do Ibama, que ligará o Parque Nacional do Iguaçu à área de preservação ambiental do Lago de Itaipu. A intenção seria diminuir o tráfego na área agrícola, o que resultaria em segurança aos animais da reserva florestal, distante cerca de 20 quilômetros da entrada do desvio.

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