Santa Mônica - O prédio da Prefeitura de Santa Mônica, cidade de 3.571 habitantes no Noroeste do Estado, foi invadida durante a madrugada de ontem. Cerca de R$ 22 mil em dinheiro, talões de cheques, monitores LCD e o computador do servidor da administração municipal foram levados. O crime só foi percebido quando a funcionária responsável pela limpeza chegou para trabalhar por volta das 6 horas. Integrantes do primeiro escalão suspeitam que o crime tenha motivação política.
''É terceira vez que invadem a Prefeitura. Na última, no ano passado, furtaram objetos e picharam palavras ofensivas contra a atual administração no gabinete do prefeito'', afirmou o secretário municipal de Assistência Social, Gilberto de Souza.
Segundo ele, grande parte dos trabalhos da administração municipal ficou paralisada ontem. ''Levaram o servidor, onde estão arquivadas todas as informações de prestações de contas, entre outros dados essenciais para o funcionamento administrativo'', revelou.
O dinheiro e os cheques furtados seriam usados, de acordo com Souza, para pagar fornecedores. ''No último final de semana tivemos uma festa para comemorar o desmembramento da cidade e o dinheiro seria usado para fazer pagamentos. Os cheques eram destinados para outros procedimentos, como encaminhamento de pacientes a outras cidades, serviço que precisou ser suspenso'', disse.
O delegado de Loanda, Luciano Purcino, que é responsável por Santa Mônica, classificou o arrombamento como ''no mínimo estranho.'' ''É a terceira vez que arrombam o local, que não tem vigia, câmera, alarme, nada. E havia no cofre o dinheiro da festa'', declarou. ''Provavelmente usaram um pé-de-cabra para arrombar as portas do fundo do gabinete do prefeito.''
O delegado comentou que trabalha com duas linhas de investigação: ou alguém de dentro da prefeitura, que sabia do dinheiro, entrou no local ou pessoas com motivação política foram os responsáveis pelo arrombamento. ''Até porque haviam notebooks e computadores novos que não foram levados.''
Segundo o secretário de Assistência Social, a administração municipal planejava abrir ainda nesta semana licitação para adquirir câmeras de segurança para o prédio. ''Não deu tempo'', lamentou Gilberto de Souza.

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