afirmou Rosa. O prefeito Luís Roberto Jábali (PSDB) tem apoio da maioria dos vereadores, mas vem de uma derrota recente com relação a projeto que previa o aumento do IPTU do município. Ele não quis comentar o assunto mas, segundo assessores, está confiante na derrota do projeto do petista. Jábali aposta na venda da Ceterp para recuperar sua imagem desgastada com a falta de verba nos cofres públicos durante sua gestão. Caso arrecade somente o preço mínimo de venda da empresa
o prefeito terá emsuas mão no 2000, quase o dobro do orçamento da prefeitura em 1999, de R$ 230 milhões. O próprio prefeito já havia admitido anteriormente que o preço mínimo para a venda da Ceterp poderia ser mais alto. "Mas foi o máximo que pudemos conseguir", disse ele, completando que acredita que o valor de venda deverá chegar a até R$ 250 milhões. O prefeito atribui a "culpa" pelo preço "não tão bom", ao seu antecessor, Palocci. Segundo Jábali, acordo firmado por Palocci com os fundos de pensão Sistel, Previ e Telos, que detém 46% das ações da Ceterp, teria prejudicado a negociação para determinar o preço da empresa. O acordo prevê que o interessado em comprar as ações da prefeitura também compre as aç•es dos fundos no mesmo leilão. Esse fato já havia impedido judicialmente a venda da Ceterp na época de privatizaçào do Sistema Telebrás, em julho do ano passado. Para a no va tentativa de privatizar a empresa, o prefeito Jábali obteve junto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorização para reduzir o preço das ações pertencentes aos fundos, desde que o interessado na compra da empresa fosse obrigado a também fazer oferta para os demais 4% das ações que estão no mercado entre vários acionistas, que por sua vez não são obrigados a vender sua parte se não acharem o preço bom. Com isso, o valor do lote de mil ações da Ceterp vale R$ 20,00 para os 51% da prefeitura e R$ 12,00 para as demais ações nas mãos de fundos e outros acionistas. O interessado em comprar a empresa, portanto, teria que desembolsar um valor mínimo de R$ 430 milhões. "ISso encareceu demais o valor final da empresa", diz o prefeito. Como se não bastassem os problemas judiciais e pendências políticas junto à Câmara, a Ceterp também enfrenta o risco de uma greve dos 1.100 funcionários. Assembléia marcada para as 18 horas de hoje (16) decidirá pela greve a partir da zero hora do dia 21, véspera do leilão da empresa na Bovespa. Segundo o diretor regional do Sintetel, José Roberto Silva, a categoria reivindica que sejam atendidas propostas feitas na negociaçào da data-base em setembro. Desde então, as rodadas de negociações estão terminando em impasse, já que o sindicato exige a participação nos resultados da empresa, o que resultaria na divisão de um total de R$ 2,5 milhões entre os funcionários.Por Kelly Lima Ribeirão Preto (SP), 16 (AE) - A privatização da Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto deverá enfrentar pelo menos dois obstáculos antes da realização do leilão, marcado para a próxima quinta-feira (22). O Sindicato dos Empregados em Empresas Telefônicas (Sintetel) deve entrar amanhã (17) com ação judicial com pedido de liminar para suspender o leilão. A ação vai alegar que o preço mínimo estipulado em R$ 208 milhões pelos 51% de ações que estão nas mãos da prefeitura é muito baixo e não cobre sequer dívidas existentes da prefeitura com a empresa. O outro obstáculo será travado hoje (16) à noite em sessão da Câmara Municipal. Projeto de lei do vereador Donizete Rosa (PT), ex-presidente da Ceterp durante a gestão do hoje presidente do PT paulista, Antonio Palocci Filho, também contesta o valor mínimo pedido pela prefeitura para vender suas ações. O projeto reivindica a homologação do edital de venda da Ceterp por parte dos vereadores. "Temos que participar desse processo de venda"

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