Curitiba- Além das cinco unidades no Paraná, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) quer criar outras três em Santa Catarina. As audiências públicas para debater o assunto acabam provocaram revolta. Na Lapa, os representantes do ministério tiveram que deixar o local por causa da revolta popular.
O advogado Roberto Machado, assessor jurídico da Prefeitura de Palmas, quer negociar para evitar perdas. Até agora, ninguém teria falado sobre o valor das indenizações no caso de terras desapropriadas, nem a forma de pagamento. ''São oito mil empregos que podem ser inviabilizados com as desapropriações'', reclamou Machado.
O município de Palmas responde por 40% da produção de compensado no Brasil, cerca de US$ 190 milhões. O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Capobianco, disse que a suspensão das audiências públicas foi provocada por um grupo de líderes ruralistas que seriam contrários à preservação ambiental. Capobianco não teme ações judiciais e garante que está seguro que está fazendo a melhor proposta possível para o País. ''A medida judicial é um direito de todos'', enfatizou.
A Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep) garantiu, em nota oficial, que os produtores rurais já estão fazendo a recomposição das matas ciliares, com o apoio dos sindicatos rurais, cooperativas, municípios e do próprio Estado.
''Os produtores rurais paranaenses têm consciência de sua responsabilidade, em relação ao meio ambiente e à sociedade, na preservação da biodiversidade e da água limpa para todos. Mas não querem que sejam destinadas para florestas as terras de maior aptidão para a agricultura, pois isso implica na perda de 20% de suas propriedades a título de Reserva Legal, o que leva embora também 20% de sua renda'', afirma a nota.
Num primeiro momento, 16 agricultores teriam que ser desapropriados somente na Região dos Campos Gerais. Por conta disto, o prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho (PSDB), enviou uma carta ao Ministério do Meio Ambiente defendendo um equilíbrio entre a vontade do governo federal e a necessidade do município. Wosgrau sugere que apenas sejam destinadas para reservas ambientais as áreas com florestas e campos nativos. Os locais com atividades comerciais, industriais ou agropastoris deveriam ser excluídos dos limites das reservas.(L.P.)

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