Imagem ilustrativa da imagem Prefeitura de Maringá reassume coleta de lixo a partir de amanhã
| Foto: Divulgação/PMM
Prefeitura deve alugar caminhões para evitar colapso no sistema de coleta, já que sua frota é insuficiente para cobrir todo os domicílios da cidade



A partir amanhã, a Prefeitura de Maringá deve retornar a fazer a coleta total do lixo no município. Há mais de um ano, parte dos resíduos era coletado pela empresa terceirizada Constroeste. No entanto, o contrato de serviço foi suspenso pela Justiça na última sexta-feira, após o Ministério Público (MP) denunciar indícios de irregularidades no processo licitatório.
Como o prazo de cumprimento da determinação é de dois dias úteis, o início da coleta pela prefeitura deveria começar hoje, porém o feriado de Independência deu um dia a mais para o município se organizar. A prefeitura informou que os serviços deverão ser tocados precariamente, uma vez que o município não tem capacidade de atender toda a demanda da cidade. O departamento jurídico adiantou que vai recorrer da decisão do juiz 1ª Vara da Fazenda Pública, Fabiano Rodrigo de Souza, no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR).
O procurador jurídico de Maringá, Luiz Carlos Manzato, informou que, em caso de outra decisão contrária, o município deve contratar emergencialmente duas empresas: uma para fazer a coleta e outra para dar a destinação correta aos resíduos. Ele expõe que o município tem 12 caminhões à disposição, o que, segundo ele, não é suficiente para cobrir todo os domicílios da cidade. Alguns veículos extras que poderiam reforçar a frota estão parados, sem condições de uso. Inicialmente, alguns caminhões devem ser alugados para evitar colapso no sistema de coleta.
Além dos veículos, vários servidores que haviam sido realocados para outros setores devem retornar para a coleta. De acordo com a prefeitura, cerca de 600 toneladas lixo são geradas por dia na cidade. Para atender a demanda, 145 servidores e 30 caminhões trabalhavam na coleta nas últimas semanas.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a coleta deve seguir o calendário normal. Às terças, quintas e sábados, o lixo será recolhido nos bairros ao sul da Avenida Colombo. Nas segundas, quartas e sextas, a coleta se concentra nos bairros ao norte da avenida.

ACUSAÇÃO
Na denúncia aceita pela Justiça, o MP questiona os valores da contratação. A licitação, segundo a promotoria, levou em consideração apenas o salário do servidor, mas não questões importantes como a aposentadoria, que não pode ser descartada. O MP considerou alto o valor de R$ 28,2 milhões ao ano, firmado na licitação. Para a Procuradoria Jurídica do município, o preço está dentro da margem do mercado nacional.

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