Itu, SP, 09 (AE) - Com as verbas sequestradas pela Justiça do Trabalho, a prefeitura de Itu, a 98 quilômetros de São Paulo, não teve dinheiro para pagar integralmente, hoje, os salários relativos a julho dos 2,7 mil servidores municipais. Foram pagos apenas os funcionários que ganham até 331 reais, correspondentes a cerca de um terço do funcionalismo. Os demais tiveram depositados na conta 160 reais. O prefeito Leonel Salvador (PMDB) vai reunir-se amanhã (10) com o funcionalismo para explicar a situação e propor um parcelamento do saldo. Na sexta-feira (06), por determinação do vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Antônio Mazzuca, foram sequestrados R$ 151 mil dos cofres ituanos para o pagamento de dívidas trabalhistas. Amanhã, novos valores podem ser retirados da conta da prefeitura.
O débito que originou o pedido de sequestro totaliza R$ 539 mil e se refere a direitos trabalhistas de nove ex-funcionários municipais gerados por uma lei aprovada em 1986. Eles entraram com ação para reaver perdas salariais ocorridas durante o Plano Cruzado. Segundo o secretário municipal de Finanças, Domingos Pionti, os R$ 151 mil foram sequestrados de uma conta do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), na qual estavam depositadas verbas destinadas a pagamento de fornecedores.
"Os cheques emitidos para esses pagamentos ficaram sem provisão de fundos", afirmou. O sequestro atingiu verbas empenhadas com outros órgãos municipais, como o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, o Fundo Municipal de Assistência Social e o Conselho de Apoio à Infância. Hoje à tarde, Pionti e o secretário da Justiça, Alcides Geronutti, reuniram-se com o representantes dos credores no Fórum trabalhista de Itu, mas não chegaram a um acordo. Segundo o prefeito, serviços essenciais da prefeitura podem parar a partir de amanhã.

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