Prefeitura de Anhembi vai pedir reintegração de posse de áreas ocupadas por sem-terra
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por José Maria Tomazela 
Anhembi, SP, 28 (AE) - A prefeitura de Anhembi, a 325 quilômetros de São Paulo, vai entrar na Justiça para recuperar as áreas públicas urbanas ocupadas por 1.200 famílias de sem-terra ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) desde sexta-feira (23). O prefeito Geraldo Conceição Cunha (PSDB) pediu à sua assessoria jurídica para preparar a ação que dará entrada no Fórum de Conchas até o começo da próxima semana. Cunha disse que a medida será tomada independentemente das gestões que o governador Mário Covas está fazendo para a retirada das famílias.
O governador incumbiu o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) de buscar uma área para o assentamento provisório dos acampados. Cunha manifestou o receio de que essa gleba demore para ser encontrada e também quer se prevenir caso os sem-terra não aceitem a transferência.
Os barracos ocupam uma extensa área municipal localizada nas margens do Rio Tietê. Além de ruas e avenidas, parcialmente obstruídas pelo acampamento, o estádio municipal também foi ocupado pelos sem-terra. O líder dos acampados, João Paulo Rodrigues, disse que as famílias ergueram os barracos onde haviam espaço. Segundo ele, a intenção do grupo é deslocar-se para o terreno que o Itesp liberar, desde que apresente condições mínimas para abrigar os sem-terra, como água para uso doméstico.
A coordenadora do Itesp, Tânia Andrade, tinha audiência marcada com o governador hoje à tarde e trataria do problema de Anhembi. A informação de que o Itesp iniciará o levantamento de terras devolutas na região assustou os fazendeiros do município. Vários proprietários entraram em contato com o prefeito em busca de informações. "Eles têm escritura, mas mesmo assim não se sentem seguros", disse Cunha. //FIM/RGR/REDAEGER/


