Andradina, 11 (AE) - A prefeitura de Andradina está sendo acusada de desvio de verbas destinadas ao Conselho de Direito da Criança e do Adolescente, responsável pela organização de atendimento assistencial e promocional de menores na cidade.
O promotor de Justiça Paulo Cezar Laranjeira entrou com ação civil pública pedindo a liberação de R$ 568 mil referentes aos recursos que foram incluídos no orçamento municipal nos últimos três anos, mas que não foram depositados no Fundo Municipal de Amparo à Criança e ao Adolescente.
Segundo o presidente do Conselho Tutelar, José Rigoberto Munhoz Morales, a verba seria suficiente para a compra de equipamentos de rádio, veículos e instalação de uma casa de abrigo para menores detidos ou abandonados. Ele afirma que os conselheiros usam seus próprios veículos e residências para cuidar de adolescentes, enquanto as verbas destinadas em orçamento são desviadas.
O assessor jurídico da prefeitura, José Luvezutti, confirmou que o depósito ainda não foi feito na conta do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. Segundo ele, há falha "de todos os setores" que ainda não providenciaram plano de ação e projeto de lei. Luvezutti afirma que, sem a aprovação do Legislativo, o Tribunal de Contas do Estado não dará parecer favorável às contas do município. Segundo ele, a prefeitura paga os salários dos conselheiros e também todas as despesas apresentadas. A ação será julgada na segunda-feira.

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